Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi morto a tiros dentro de casa; entre os detidos estão cinco adolescentes e o homem apontado como autor dos disparos
A Polícia Militar deteve sete pessoas em menos de 24 horas após o assassinato do primeiro-sargento da Marinha do Brasil Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá.
O militar foi morto a tiros na madrugada de quarta-feira (30), dentro da residência onde estava com a namorada, no bairro Jardim Universitário.
Entre os sete conduzidos à delegacia estão cinco adolescentes e o homem apontado pela polícia como responsável pelos disparos. Outro suspeito é apontado como motorista que teria dado apoio à ação.
As prisões ocorreram durante a Operação Força Constante, que mobilizou equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Alarme teria atraído o militar para fora da casa
De acordo com o boletim de ocorrência, Anderson estava na residência quando o sistema de segurança indicou que a cerca elétrica havia sido rompida.
O militar teria saído para verificar o motivo do acionamento. Nesse momento, foi atingido pelos disparos.
Ele ainda tentou retornar para dentro da residência, mas caiu no quintal. A namorada e o filho dela retiraram o sargento do local e o levaram para dentro da casa. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas constatou a morte.
A perícia identificou, inicialmente, perfurações provocadas pelos tiros em regiões como costas, peito e mão.
Suspeito teria relatado participação de facção
Durante as diligências, policiais receberam informações de que pessoas suspeitas de prestar apoio logístico ao homicídio estariam na região da Areeira.
As equipes localizaram uma arma que teria sido utilizada no crime em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis. Uma adolescente foi apreendida no imóvel sob suspeita de guardar o revólver.
Posteriormente, um Volkswagen Polo branco foi abordado. No veículo estavam dois suspeitos, entre eles o homem apontado como autor dos disparos.
Segundo a versão apresentada pelo suspeito aos policiais, a execução teria sido determinada por integrantes do Comando Vermelho, que ele identificou por apelidos. Essa informação faz parte do relato apresentado à polícia e deverá ser confrontada com outras provas durante a investigação.
Ainda conforme esse relato, o suspeito teria cortado a cerca elétrica, escondendo-se depois em uma área de mata próxima ao imóvel. Ele teria permanecido em uma chamada de vídeo enquanto aguardava a movimentação dentro da residência.
A polícia investiga também a participação dos demais envolvidos, incluindo adolescentes que teriam auxiliado no transporte, ocultação da arma e fuga.
Arma e celulares foram apreendidos
Durante a operação foram apreendidos um revólver calibre .38, nove munições, cinco celulares, um capacete rosa, um short preto e R$ 37 em dinheiro.
Todos os sete suspeitos foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres para os procedimentos cabíveis.
Como há adolescentes entre os envolvidos, a responsabilização de cada um seguirá as regras específicas previstas para menores de idade.
A Polícia Civil continua responsável pela investigação, que deverá esclarecer a dinâmica completa do assassinato, identificar a participação individual de cada suspeito e verificar a eventual existência de mandantes.