Polícia Civil cumpre cinco prisões preventivas e cinco mandados de busca contra grupo suspeito de vender maconha, cocaína e loló na Capital
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (28), a Operação Vértice, destinada a desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas e organização criminosa em Cuiabá.
Ao todo, foram expedidas 10 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá e são cumpridas por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
A investigação teve início a partir da análise de materiais apreendidos em outras operações policiais. Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos permitiram identificar uma estrutura com funções distribuídas entre os investigados.
Um dos alvos é apontado pelos investigadores como responsável pela liderança do grupo. Os demais seriam ligados às etapas de fornecimento, distribuição e comercialização dos entorpecentes.
Grupo seria responsável pela venda de diferentes drogas
De acordo com a investigação, o grupo atuaria em diferentes pontos da Capital com a comercialização de maconha, cocaína e loló.
Os investigadores também reuniram indícios de uma possível ligação dos suspeitos com uma facção criminosa que atua em Cuiabá. A Polícia Civil, entretanto, não divulgou oficialmente o nome da facção.
A apuração busca justamente esclarecer como funcionava a estrutura de distribuição das drogas e qual era a participação individual de cada investigado.
Mandados foram autorizados pela Justiça
Com os elementos obtidos durante a investigação, a Denarc solicitou à Justiça as prisões preventivas e as buscas nos endereços relacionados aos suspeitos.
Os pedidos foram deferidos e cumpridos nesta segunda-feira.
A operação faz parte das ações da Polícia Civil voltadas ao combate ao tráfico de drogas e à identificação das estruturas responsáveis pelo financiamento, fornecimento e distribuição de entorpecentes em Mato Grosso.
A prisão preventiva dos investigados ocorre no âmbito da investigação e não representa condenação. O processo deverá avançar com a análise das provas reunidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
Os nomes dos investigados e os locais específicos onde os mandados foram cumpridos não foram divulgados oficialmente.