Prefeitura anuncia dedicação exclusiva do secretário à rede municipal, enquanto publicações recentes mantêm nomenclatura temporária no cargo.
Reginaldo Teixeira deixou a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras para se dedicar exclusivamente ao comando da Educação de Cuiabá, após acumular as duas pastas desde março. A mudança atende à reorganização administrativa da gestão Abilio Brunini e às cobranças de vereadores pelo fim da dupla função. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 9 de julho.
O secretário assumiu a Educação inicialmente de forma interina após a saída de Amauri Monge Fernandes. Antes dele, a pasta também havia sido conduzida por Evanilda Solange Dias. Reginaldo tornou-se, assim, o terceiro nome a ocupar o comando da Secretaria Municipal de Educação durante a atual administração.
A decisão concentra sob sua responsabilidade duas frentes consideradas críticas: a conclusão das reformas nas escolas e a auditoria sobre compras de materiais didáticos da gestão anterior. A apuração administrativa, feita em conjunto com a Controladoria-Geral do Município, analisa alegações de possível prejuízo de aproximadamente R$ 80 milhões. O caso ainda não possui conclusão pública definitiva, e ex-integrantes da administração anterior negam irregularidades.
Reginaldo já havia sido convocado pela Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre os contratos investigados. A mudança para dedicação exclusiva à Educação aumenta sua responsabilidade sobre a continuidade das obras escolares, a prestação de informações aos órgãos de controle e o funcionamento pedagógico da rede. HiperNotícias.
Há, porém, uma divergência formal que ainda precisa ser esclarecida pela Prefeitura. Embora a reportagem-base informe que Reginaldo assumiu “definitivamente” a pasta, documentos recentes da Gazeta Municipal e a própria página oficial da Secretaria ainda o identificam como secretário interino. Atos publicados em 7 de julho mantêm a expressão vinculada ao Ato GP nº 547/2026. Prefeitura de Cuiabá.
Isso não impede que ele exerça plenamente as atribuições administrativas, mas indica que a mudança política ainda pode depender de formalização por novo ato de nomeação ou atualização dos registros oficiais. Até que isso ocorra, a situação combina dedicação exclusiva na prática com interinidade no papel.
Com a saída de Reginaldo, a Secretaria de Obras deverá receber um novo titular. Quem assumir herdará demandas de pavimentação, manutenção viária, drenagem e mobilidade — áreas que também concentram reclamações recorrentes da população.
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