Mato Grosso terá uma estrutura integrada de segurança com 5.188 profissionais e aproximadamente 22 mil câmeras de monitoramento durante as Eleições Gerais de 2026. O planejamento foi apresentado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e prevê atuação conjunta das forças estaduais, federais, Forças Armadas e órgãos parceiros durante o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O esquema foi elaborado para acompanhar não apenas a segurança dos locais de votação, mas também ocorrências eleitorais, deslocamento de urnas, logística do pleito e situações que possam comprometer o funcionamento das eleições.
As 22 mil câmeras pertencem ao programa Vigia Mais Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), e serão integradas ao TRE-Guia, sistema utilizado pelo Tribunal para monitoramento de ocorrências e da logística eleitoral.
Quase 5,2 mil profissionais estarão envolvidos
O efetivo foi dividido entre diferentes instituições.
A maior parcela será da Polícia Militar, com 2.608 profissionais.
A Polícia Civil terá 1.187 agentes envolvidos no planejamento.
O Corpo de Bombeiros Militar participará com 474 integrantes.
A Polícia Federal terá 255 profissionais.
O Exército Brasileiro disponibilizará 396 militares.
A Marinha participará com 133 integrantes.
As Guardas Civis Municipais terão 135 agentes.
Somados, os números chegam aos 5.188 profissionais previstos no planejamento.
A composição foi pensada para permitir que cada instituição atue dentro de suas atribuições durante o processo eleitoral.
Câmeras terão integração em tempo real
Uma das novidades destacadas pelo TRE-MT é a ampliação do uso do videomonitoramento.
Na eleição anterior, o programa Vigia Mais Mato Grosso contava com cerca de 7 mil câmeras utilizadas na estrutura de segurança. Para 2026, o planejamento prevê a integração de aproximadamente 22 mil equipamentos.
A ideia é permitir que as imagens sejam utilizadas para acompanhar ocorrências e apoiar decisões operacionais.
O monitoramento também poderá auxiliar na logística do transporte de urnas e no acompanhamento de situações registradas nas proximidades dos locais de votação.
A utilização das câmeras não substitui a presença física das equipes de segurança. O sistema funciona como uma ferramenta adicional para identificação e resposta a ocorrências.
Forças Armadas atuarão em áreas específicas
O planejamento também prevê participação das Forças Armadas em localidades que apresentam características específicas de acesso e logística.
Segundo o TRE-MT, Exército e Marinha atuarão especialmente no atendimento a seções eleitorais localizadas em aldeias indígenas e regiões consideradas de difícil acesso.
Nas cidades, o policiamento ostensivo ficará principalmente sob responsabilidade da Polícia Militar.
Já a Polícia Federal atuará nas localidades onde estiver presente, enquanto a Polícia Civil ficará responsável pelo atendimento de ocorrências nos municípios sem presença da PF, conforme detalhamento apresentado pelo GGI.
A Polícia Rodoviária Federal, Funai, órgãos municipais de trânsito, concessionárias de energia e empresas de telecomunicações também integram o planejamento.
PF monitora possibilidade de influência de facções
Outro ponto destacado durante a apresentação do plano foi a atuação preventiva contra organizações criminosas.
O delegado da Polícia Federal Stephano Tiengo afirmou que a instituição vem realizando investigações para combater possíveis tentativas de influência de facções criminosas no processo eleitoral.
A atuação envolve a estrutura da FICCO, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, além das delegacias descentralizadas da Polícia Federal no Estado.
A preocupação não se restringe ao dia da votação.
A investigação de eventuais crimes eleitorais e de tentativas de interferência pode ocorrer antes, durante e depois do pleito, conforme as atribuições legais de cada órgão.
TRE terá comunicação centralizada
Além da segurança, o Tribunal também estabeleceu uma estrutura específica para comunicação de ocorrências durante a votação.
Segundo o TRE-MT, a comunicação será centralizada pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal, em contato permanente com o GGI e demais setores envolvidos.
Estão previstos quatro momentos de divulgação de informações à sociedade no dia da eleição.
Às 7h, será realizada a abertura institucional dos trabalhos.
Às 9h, o Tribunal deverá divulgar o primeiro boletim, com informações sobre votação, urnas e orientações aos eleitores.
Às 13h, está previsto um boletim do GGI com o balanço das ocorrências policiais consolidadas.
Às 16h30, haverá a atualização final da situação e o encerramento das atividades.
Eleição ocorre em 4 de outubro
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro.
O planejamento de segurança apresentado pelo TRE-MT não representa uma previsão de que ocorrerão problemas durante a votação. Trata-se de uma estrutura preventiva para responder a diferentes situações que possam surgir durante o processo.
A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirmou que o tribunal acompanha diariamente os indicadores relacionados ao planejamento e que as instituições estão trabalhando de maneira integrada.
O objetivo declarado pelo GGI é garantir que o eleitor consiga exercer o direito de voto com segurança, com equipes distribuídas de acordo com as características de cada região.
Com 5.188 profissionais e 22 mil câmeras integradas ao sistema de monitoramento, Mato Grosso terá uma operação de segurança que combina presença policial, tecnologia, inteligência e participação de diferentes instituições durante as eleições de outubro.