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Síndico Legal > Notícias > TAC prevê até R$ 60 milhões e cria força-tarefa para recuperar abastecimento de água em VG
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TAC prevê até R$ 60 milhões e cria força-tarefa para recuperar abastecimento de água em VG

Por sindico Publicados 23 de julho de 2026
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6 Min. de Leitura
TAC prevê até R$ 60 milhões e cria força-tarefa para recuperar abastecimento de água em VG-sindicolegal
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Governo, Prefeitura, Ministério Público e Tribunal de Contas estabelecem metas, fiscalização conjunta e prazo inicial de 12 meses para reorganizar o DAE.

Contents
Recursos dependem de projetos e cumprimento de metasDAE acumula problemas operacionaisTAC aumenta pressão por resultados verificáveisInvestimento precisa alcançar bairros mais afetadosPrazo inicial não representa solução automática

O Governo de Mato Grosso, a Prefeitura de Várzea Grande, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta para enfrentar a crise de abastecimento no município. O acordo, denominado “Aliança pela Água”, prevê investimentos de até R$ 60 milhões, criação de um comitê executivo e acompanhamento das medidas durante os próximos 12 meses.

A iniciativa busca recuperar a capacidade operacional do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, ampliar a produção e a distribuição de água e estabelecer mecanismos de controle sobre a aplicação dos recursos.

O acordo surge após anos de reclamações sobre torneiras secas, rodízios, redes antigas, perdas no sistema e dificuldades financeiras da autarquia municipal.

Recursos dependem de projetos e cumprimento de metas

A previsão de até R$ 60 milhões representa um limite de investimento anunciado no acordo, e não significa que todo o valor será liberado imediatamente.

A transferência e a aplicação dos recursos deverão depender da apresentação de projetos técnicos, definição de prioridades e cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Essa distinção é importante porque obras de saneamento exigem levantamentos, licenciamento, contratação, execução e fiscalização. O anúncio financeiro, sozinho, não resolve o problema sem um cronograma capaz de transformar recursos em reservatórios, redes, bombas e melhorias operacionais.

O comitê criado pelo acordo deverá acompanhar a execução das ações, a aplicação do dinheiro e o cumprimento das metas. A participação simultânea de Estado, Município, Ministério Público e Tribunal de Contas busca reduzir o risco de decisões isoladas e falta de fiscalização.

DAE acumula problemas operacionais

A direção do DAE reconhece que assumiu uma estrutura marcada por limitações acumuladas ao longo de décadas. Segundo a administração, equipes têm trabalhado durante madrugadas, finais de semana e feriados para reduzir os efeitos das falhas no abastecimento.

A crise não decorre apenas da quantidade de água captada. O funcionamento do sistema envolve captação, tratamento, reservação, bombeamento, pressão na rede, manutenção e combate às perdas.

Quando uma dessas etapas apresenta falha, bairros mais altos ou distantes costumam ser os primeiros afetados. Vazamentos e ligações irregulares também reduzem o volume que chega às residências.

Outro desafio é financeiro. Uma autarquia com baixa capacidade de cobrança e alto índice de perdas encontra dificuldade para pagar energia, comprar produtos químicos, manter equipamentos e investir na substituição de tubulações.

TAC aumenta pressão por resultados verificáveis

Um Termo de Ajustamento de Conduta é um compromisso extrajudicial utilizado para obrigar instituições públicas ou privadas a corrigirem uma situação irregular.

O documento deve estabelecer obrigações, responsáveis e prazos. O descumprimento pode gerar cobrança judicial e aplicação das penalidades previstas no próprio acordo.

No caso de Várzea Grande, o TAC procura substituir respostas emergenciais por uma política acompanhada por diferentes órgãos. Isso reduz a possibilidade de que as medidas sejam abandonadas após mudanças políticas ou administrativas.

O acordo também amplia a responsabilidade da Prefeitura. Embora o Estado participe com apoio financeiro e técnico, o DAE permanece como estrutura municipal, responsável pela operação cotidiana do sistema.

Investimento precisa alcançar bairros mais afetados

O principal teste da Aliança pela Água não será a assinatura do documento, mas a mudança percebida pelos moradores.

Para isso, o planejamento deverá identificar regiões que enfrentam maior irregularidade, pontos com baixa pressão, reservatórios insuficientes e redes que precisam ser substituídas.

Também será necessário divulgar informações claras sobre interrupções, cronogramas de reparos e canais de atendimento. A falta de comunicação aumenta a insegurança das famílias, que não sabem quando o fornecimento será restabelecido.

A transparência sobre contratos, etapas e execução financeira será igualmente importante. Como o valor previsto pode chegar a R$ 60 milhões, o acompanhamento público permitirá verificar se as prioridades técnicas estão sendo respeitadas.

Prazo inicial não representa solução automática

O acompanhamento de 12 meses cria uma referência para avaliação das primeiras ações, mas a modernização completa do sistema poderá exigir prazo maior.

Obras estruturais de saneamento não costumam produzir todos os resultados de forma imediata. Algumas intervenções, como reparos, substituição de bombas e correção de vazamentos, podem gerar efeitos rápidos. Outras, como construção de reservatórios e ampliação de estações, exigem mais tempo.

Por isso, o comitê deverá diferenciar metas emergenciais, de curto prazo, das obras de transformação estrutural.

A pauta-base foi publicada pelo MT é Notícia. O Ministério Público de Mato Grosso também mantém registros de termos relacionados à regularização dos serviços de água e esgoto no estado.

 

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