Governador voltou a defender troca de modal e afirmou que recursos da venda dos vagões serão usados nas obras de mobilidade entre Cuiabá e Várzea Grande.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) voltou a criticar duramente o antigo VLT de Cuiabá e Várzea Grande, classificando o projeto como um “golpe” contra Mato Grosso, e afirmou que a venda dos trens ajudará a financiar a implantação do BRT. A declaração foi feita em meio à cobrança pública por conclusão das obras de mobilidade e à disputa política sobre o legado da Copa de 2014.
O VLT foi concebido para atender a Região Metropolitana durante a Copa do Mundo, mas nunca entrou em operação. Ao longo dos anos, tornou-se símbolo de desperdício, paralisação e judicialização. O governo estadual decidiu abandonar o modal sobre trilhos e substituí-lo pelo BRT.
Em abril, Pivetta já havia rebatido críticas do presidente Lula sobre a troca do VLT pelo BRT, afirmando que o petista teria “pouco conhecimento” sobre a realidade da obra em Mato Grosso, segundo o MidiaJur. Mais recentemente, o governador também chamou o VLT de “desgraça” e disse que o Estado sofreu “picaretagem” em projetos de mobilidade, conforme o Leia Agora.
A venda dos vagões para a Bahia foi defendida pelo governo como forma de recuperar parte dos prejuízos. O material, comprado para Cuiabá, deverá ser aproveitado em outro sistema de transporte. Para Pivetta, transformar os trens parados em receita para o BRT é uma forma de reduzir perdas acumuladas.
O BRT, porém, também enfrenta atrasos, transtornos no trânsito e cobrança da população. O governo promete colocar em funcionamento o trecho Aeroporto–CPA até o fim do ano, mas ainda precisa concluir estações, terminais, faixa exclusiva e aquisição de veículos.
A comparação entre VLT e BRT permanece politicamente explosiva. O VLT representa uma obra milionária que não saiu do papel; o BRT é apresentado pelo governo como solução mais barata e viável, mas ainda precisa provar eficiência na prática. Para moradores de Cuiabá e Várzea Grande, o que importa é menos o modal escolhido e mais a entrega de um transporte que funcione.
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