Criança de 10 anos foi encontrada sozinha em Goiânia no dia do próprio aniversário e precisou ser encaminhada à UTI.
Um menino de 10 anos com diabetes tipo 1 foi resgatado pelo Conselho Tutelar e pelas forças de segurança depois de ser encontrado trancado sozinho em um apartamento no Setor Faiçalville, em Goiânia, sem acesso a água potável e alimentos. O resgate ocorreu na quinta-feira (9), justamente no dia em que a criança completava aniversário.
A criança foi localizada em situação de extrema vulnerabilidade após vizinhos e autoridades serem alertados. Dentro do imóvel, as equipes encontraram sujeira, lixo acumulado e condições inadequadas de permanência.
Diabetes elevou risco à vida
O menino possui diabetes tipo 1, condição que exige controle frequente da glicose, alimentação regular e uso adequado de insulina. O período sem comida e acompanhamento provocou alteração no nível de glicemia.
Após o resgate, ele foi levado para atendimento médico e encaminhado a uma Unidade de Terapia Intensiva. A internação foi necessária diante do risco de complicações metabólicas provocadas pela falta de alimentação e pelo descontrole da doença.
Em crianças com diabetes tipo 1, a interrupção do tratamento pode provocar quadros graves. Por isso, a ausência de um responsável não representava apenas abandono, mas risco imediato à saúde.
Mãe foi presa
A mãe da criança foi presa e deverá responder por abandono de incapaz, segundo informações divulgadas pela imprensa local. A Polícia Civil deverá investigar por quanto tempo o menino permaneceu sozinho e se havia registros anteriores de negligência.
O Conselho Tutelar também deverá acompanhar o caso e avaliar as condições familiares antes de definir para onde a criança será encaminhada depois da alta médica.
Condomínios podem ser fundamentais na identificação de riscos
O episódio chama atenção para o papel de porteiros, síndicos e vizinhos na proteção de crianças. Mudanças abruptas de rotina, pedidos de socorro, ausência prolongada de responsáveis e sinais de negligência não devem ser ignorados.
A administração condominial não substitui o Conselho Tutelar ou a polícia, mas pode acionar rapidamente os órgãos competentes quando houver indícios concretos de risco.
A reportagem original foi divulgada pelo SíndicoNet. O caso reforça que a privacidade dentro de apartamentos não impede intervenção quando existe ameaça à integridade de uma criança.
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