Entidade bancária afirma que sistema brasileiro não prejudica concorrência e que setor está pronto para prestar esclarecimentos.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, afirmou nesta quarta-feira (3), em Lisboa, que a ofensiva dos Estados Unidos contra o Pix pode ser resultado de um “mal-entendido”. A declaração ocorreu durante debate no Fórum de Lisboa, segundo a Folha de S.Paulo.
A manifestação ocorre após os EUA citarem o Pix em uma ofensiva comercial mais ampla contra o Brasil, envolvendo temas como pagamentos digitais, desmatamento, corrupção e práticas regulatórias. A decisão final sobre possíveis tarifas americanas está prevista para julho e depende do governo Trump.
Para Sidney, não faria sentido tratar o Pix como mecanismo anticompetitivo ou como canal facilitador de recursos ilícitos. Ele argumentou que o sistema financeiro brasileiro é regulado e supervisionado pelo Banco Central, com padrões reconhecidos de controle.
A crítica americana tem como pano de fundo a disputa entre meios de pagamento. O Pix, criado pelo Banco Central, reduziu custos para consumidores e empresas, mas também diminuiu espaço de modelos tradicionais de pagamento, incluindo operações de cartões, segmento com forte presença de empresas estrangeiras.
O embate lembra outras disputas internacionais envolvendo tecnologia financeira, nas quais sistemas nacionais de pagamento passaram a ser questionados por empresas ou governos que alegam risco à concorrência. No Brasil, porém, o Pix é tratado pelo setor bancário como infraestrutura pública de pagamento, não como empresa concorrente.
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