Pequim classificou a acusação como manipulação política e rejeitou tarifas unilaterais propostas pelo governo Trump.
A China negou nesta quarta-feira (3) as acusações de trabalho forçado usadas pelos Estados Unidos para justificar novas tarifas sobre importações de 60 economias. A reação foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, segundo a CNN Brasil.
Pequim afirmou se opor a tarifas unilaterais e disse que a acusação estaria sendo usada como justificativa política. A China está no grupo sujeito à sobretaxa de 12,5%, o mesmo patamar previsto para Brasil, Argentina, Japão, Reino Unido e outros países.
O governo americano sustenta que parceiros comerciais falham ao impedir a entrada de produtos ligados a trabalho forçado em suas cadeias de importação. O USTR afirma que essa prática gera concorrência desleal contra trabalhadores e empresas dos EUA.
A tensão ocorre em um histórico de disputas comerciais entre Washington e Pequim. Desde o primeiro governo Trump, tarifas, tecnologia, semicondutores, propriedade intelectual e cadeias produtivas passaram a fazer parte de uma guerra econômica que afeta mercados globais.
A nova proposta ainda passará por consulta pública. Mesmo assim, a reação chinesa indica que o tema pode abrir mais uma frente de atrito entre as duas maiores economias do mundo.
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