Proposta do governo Trump prevê sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros e de outras economias acusadas de falhar no controle de mercadorias ligadas a trabalho forçado.
Os Estados Unidos propuseram nesta terça-feira (2) uma nova tarifa sobre importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após investigação do USTR apontar falhas no bloqueio de produtos fabricados com trabalho forçado. A medida, ainda sujeita a consulta pública, prevê alíquotas de 10% ou 12,5%, dependendo do nível de controle adotado por cada país.
O Brasil aparece no grupo sujeito à taxa maior, de 12,5%, ao lado de países como China, Japão, Reino Unido, Argentina e Rússia, segundo a CNN Brasil. O argumento americano é que parceiros comerciais não estariam aplicando proibições eficazes contra a entrada de bens produzidos nessas condições.
A investigação foi aberta em março, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, instrumento usado historicamente por Washington para pressionar parceiros em disputas comerciais. O próprio USTR afirma que o mecanismo avalia práticas consideradas injustificáveis, discriminatórias ou prejudiciais ao comércio americano.
A proposta surge em meio a uma ofensiva comercial mais ampla do governo Trump, que também inclui questionamentos sobre Pix, tarifas digitais e competitividade internacional. Para o Brasil, o risco é duplo: aumento de custo para exportadores e nova tensão diplomática com seu segundo maior parceiro comercial.
A medida ainda não está em vigor. O USTR abriu prazo para comentários públicos até julho e marcou audiência antes de eventual aplicação das tarifas, segundo a Reuters.
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