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Síndico Legal > Notícias > PF rastreia dinheiro de ex-defensor-geral e consultor do TCE citados em investigação contra Sérgio Ricardo
NotíciasPolicial

PF rastreia dinheiro de ex-defensor-geral e consultor do TCE citados em investigação contra Sérgio Ricardo

Por sindico Publicados 2 de novembro de 2026
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7 Min. de Leitura
PF rastreia dinheiro de ex-defensor-geral e consultor do TCE citados em investigação contra Sérgio Ricardo-sindicolegal
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Documentos citados na apuração registram depósitos em espécie, transferências e movimentações por empresas; segundo a reportagem, os dois não aparecem entre os alvos de prisão e afastamento descritos no procedimento.

Contents
Depósito em espécie e transferência para Fernando VareiroOperações envolvendo André Prieto e empresa de consultoriaVínculos profissionais também entraram na análiseInvestigação ainda não definiu o papel de cada citado

A Polícia Federal rastreou movimentações financeiras do consultor jurídico do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Fernando Marcio Vareiro, e do advogado André Luiz Prieto, ex-defensor público-geral do Estado, ambos citados na denúncia que deu origem à Operação Tomada de Contas. Segundo reportagem do Fatos de Mato Grosso, a PF descreveu os dois como pessoas da “estrita confiança” do conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida e examinou depósitos em espécie, transferências e operações envolvendo empresas. A publicação ressalta, porém, que os documentos consultados não definem qual teria sido o papel de cada um no suposto esquema.

As informações foram divulgadas pelo Fatos de Mato Grosso, com base em elementos da investigação policial.

A denúncia anônima que motivou a apuração mencionava pessoas que, segundo o relato, participariam da retirada de dinheiro devolvido por fornecedores. Entre os nomes citados estavam Fernando Vareiro e André Prieto, além de outros investigados que aparecem em medidas cautelares.

A presença dos nomes na denúncia levou à análise de movimentações financeiras e de possíveis vínculos com pessoas ligadas à administração do tribunal. Isso não significa, por si só, que todos os citados tenham sido formalmente acusados de participar de um crime.

Depósito em espécie e transferência para Fernando Vareiro

Segundo a reportagem, uma comunicação financeira registrou depósito em espécie de R$ 105,2 mil realizado por Fernando Vareiro em 30 de outubro de 2024. A operação teria sido declarada como pagamento de honorários advocatícios.

A publicação também informa que, em 22 de outubro de 2025, Vareiro recebeu uma transferência via Pix de R$ 13.666,60 de Sérgio Ricardo. Conforme os dados atribuídos à Procuradoria-Geral da República, essa teria sido a única transferência do conselheiro para outro investigado no período analisado, desconsideradas movimentações entre contas próprias e saques.

Outro elemento mencionado pela reportagem é o exame de imagens de segurança de uma agência do Sicoob instalada no TCE-MT. A análise de reconhecimento facial da Polícia Federal teria identificado um rosto compatível com o de Vareiro em 30 de outubro de 2025, durante uma movimentação envolvendo dinheiro em espécie que aparentemente não foi concluída.

A existência desses registros é relevante para reconstruir as operações financeiras, mas não demonstra isoladamente a origem ilícita dos recursos ou a prática de um delito pelo consultor.

Operações envolvendo André Prieto e empresa de consultoria

No caso de André Luiz Prieto, a investigação examinou movimentações relacionadas a uma empresa de assessoria e consultoria e a contas de pessoas próximas.

De acordo com a reportagem, em 18 de março de 2024, a empresa Prieto Assessoria e Consultoria provisionou R$ 250 mil para saque, tendo André como sacador previsto. No mesmo dia, Paula Gomes de Souza Prieto, esposa do advogado, teria sacado R$ 150 mil.

A publicação também relata que, em novembro de 2025, André realizou depósitos de R$ 100 mil e outros três de R$ 50 mil. As operações teriam sido declaradas como honorários e distribuídas entre contas da empresa, do próprio advogado e de uma agropecuária da família.

Segundo a PF, a empresa de consultoria realizava transferências frequentes para essa agropecuária, que concentra operações em Amambai, no Mato Grosso do Sul. Os investigadores consideraram que a localização poderia ter relação com uma eventual propriedade rural, hipótese que depende de confirmação documental.

A movimentação entre empresas e contas pessoais pode ser legítima, mas a investigação busca estabelecer a origem dos recursos, a finalidade das operações e sua compatibilidade com a atividade econômica declarada.

Vínculos profissionais também entraram na análise

A reportagem informa que Fernando Vareiro foi nomeado no TCE-MT em 2021, quando Sérgio Ricardo retornou ao cargo após um período de afastamento. A ligação entre os dois teria ocorrido também por operações imobiliárias, segundo a Polícia Federal.

No caso de André Prieto, a apuração menciona vínculos profissionais de sua esposa com a estrutura administrativa do tribunal. Paula Gomes de Souza Prieto teria ocupado cargos de chefia no TCE-MT em diferentes períodos.

Esses vínculos são considerados no contexto da investigação, mas não constituem, por si só, prova de favorecimento ou de participação em irregularidades. A análise exige verificar as atribuições exercidas, os procedimentos de nomeação, as operações financeiras e a eventual conexão com os fatos investigados.

Investigação ainda não definiu o papel de cada citado

Conforme o Fatos de Mato Grosso, Fernando Vareiro e André Prieto não figuravam entre os alvos de prisão ou afastamento determinados na decisão mencionada pela reportagem. A publicação também destaca que os documentos examinados não os apontam como destinatários comprovados de parte dos valores investigados no processo.

A distinção é importante: uma pessoa pode aparecer em uma denúncia, ter movimentações financeiras examinadas ou ser mencionada em documentos policiais sem que isso represente uma acusação formal ou uma conclusão sobre sua responsabilidade criminal.

O procedimento continua em andamento, e a Polícia Federal ainda precisa esclarecer a relação entre as operações financeiras analisadas e o suposto esquema de pagamentos irregulares no tribunal.

A defesa dos dois citados deve ter oportunidade de apresentar explicações sobre as movimentações e os vínculos mencionados. A reportagem consultada informa que o espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte: Fatos de Mato Grosso — PF rastreia dinheiro de ex-defensor-geral e consultor do TCE citados em denúncia contra Sérgio Ricardo.

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