Secretaria de Infraestrutura defende solução no Portão do Inferno enquanto obra segue travada por licenciamento e debate técnico.
O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo de Oliveira, voltou a cobrar uma definição do Ibama sobre a proposta de construção de um túnel no trecho do Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. Segundo ele, a alternativa pode causar menos impacto ambiental que o retaludamento originalmente licenciado.
O impasse envolve uma das rodovias mais importantes para o turismo e a mobilidade da região. A MT-251 liga a Capital a Chapada dos Guimarães e passa por área sensível do ponto de vista ambiental, próxima ao Parque Nacional.
Em 2024, o Governo de Mato Grosso obteve licença do Ibama para realizar obras de retaludamento no paredão do Portão do Inferno. A solução previa cortes no maciço rochoso para reduzir risco de deslizamentos e liberar o trânsito com maior segurança.
Depois, o governo passou a avaliar a construção de um túnel. A própria Sinfra-MT informou em maio de 2026 que a licitação para executar o túnel não teve empresa vencedora e que um novo edital seria lançado.
A discussão técnica não é simples. O retaludamento, segundo a Sinfra-MT, consiste na retirada de parte do maciço rochoso e criação de taludes em degraus para conter deslizamentos. Já o túnel preservaria a superfície de parte do paredão, mas exigiria nova análise ambiental e projeto executivo detalhado.
Entidades ambientais e especialistas já manifestaram preocupação com intervenções no Portão do Inferno. O Observa-MT publicou nota técnica com alertas sobre impactos no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
Enquanto a definição não sai, moradores, turistas e empresários seguem convivendo com insegurança, interdições e incerteza sobre a solução definitiva. O governo sustenta que a demora coloca vidas em risco; ambientalistas defendem análise rigorosa antes de qualquer intervenção irreversível.
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