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Síndico Legal > Notícias > STJ mantém prisão de Sérgio Ricardo; presidente afastado do TCE-MT ficará no Bope durante o feriado
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STJ mantém prisão de Sérgio Ricardo; presidente afastado do TCE-MT ficará no Bope durante o feriado

Por sindico Publicados 29 de outubro de 2026
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5 Min. de Leitura
STJ mantém prisão de Sérgio Ricardo; presidente afastado do TCE-MT ficará no Bope durante o feriado-sindicolegal
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O presidente afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, permanecerá preso no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá, após a manutenção de sua prisão preventiva nesta quinta-feira (29). A decisão foi tomada no âmbito da Operação Tomada de Contas, que investiga suspeitas de corrupção, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Contents
Por que a prisão foi mantidaOutros cinco investigados também continuam presosInvestigação pode ter novos desdobramentos

O conselheiro deixou a carceragem da Polícia Federal e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito antes de ser transferido para o batalhão, no bairro Centro América. Com a manutenção da medida, ele deverá permanecer sob custódia durante o feriado prolongado, salvo nova decisão judicial.

A decisão foi autorizada pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pelas medidas judiciais que deram origem à operação. As informações foram divulgadas pelo Esportes & Notícias.

Por que a prisão foi mantida

A investigação da Polícia Federal examina possíveis irregularidades em contratos administrativos e pagamentos realizados pelo TCE-MT. Segundo informações atribuídas à decisão judicial, os investigadores identificaram movimentações financeiras de aproximadamente R$ 75,8 milhões ao longo de 294 dias de 2025. Cerca de R$ 15,4 milhões desse total teriam sido destinados a Sérgio Ricardo.

A apuração também identificou 150 saques em espécie, que somariam aproximadamente R$ 15,6 milhões. A Polícia Federal busca esclarecer a origem dos recursos, o destino do dinheiro e a possível relação entre movimentações financeiras e contratos administrativos do Tribunal.

Ao justificar a prisão preventiva, o ministro considerou, segundo a reportagem, que a influência do conselheiro sobre a estrutura administrativa do órgão poderia representar risco à produção de provas e à continuidade das práticas investigadas. A decisão avaliou que medidas alternativas, como afastamento do cargo e restrições de contato, não seriam suficientes para neutralizar os riscos identificados.

Esses fundamentos são cautelares: servem para justificar a necessidade da prisão durante a apuração, mas não significam que os crimes atribuídos ao investigado já tenham sido comprovados.

Outros cinco investigados também continuam presos

Além de Sérgio Ricardo, outros cinco investigados tiveram as prisões preventivas mantidas após as audiências de custódia. Entre eles estão servidores e integrantes da estrutura jurídica e administrativa do Tribunal.

Roseli Loss, chefe de gabinete, foi encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do TCE-MT, e os assessores jurídicos Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke foram destinados à Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Adriangelo Barros Antunes também integra o grupo de presos.

A operação mobilizou mais de 180 policiais federais e cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A Justiça também determinou medidas cautelares para outros investigados, incluindo restrições de acesso ao Tribunal, suspensão de funções e proibição de contato com pessoas relacionadas à apuração.

Investigação pode ter novos desdobramentos

A Operação Tomada de Contas apura suspeitas de pagamentos irregulares, possível favorecimento de empresas e movimentações financeiras consideradas atípicas. Uma das linhas investigativas examina se fornecedores que continuaram recebendo pagamentos após a suspensão de contratos teriam devolvido parte dos recursos a integrantes do grupo sob investigação.

A Polícia Federal ainda precisa demonstrar a ligação entre os valores identificados, os contratos e a atuação individual dos suspeitos. A apreensão de dinheiro ou a identificação de movimentações financeiras, isoladamente, não estabelece a prática de um crime.

A manutenção da prisão significa que Sérgio Ricardo continuará privado de liberdade enquanto estiver em vigor a ordem judicial. A defesa poderá apresentar os recursos cabíveis e contestar os fundamentos da medida.

O caso também provoca repercussão institucional porque o TCE-MT é responsável por fiscalizar a aplicação do dinheiro público. O avanço da investigação deverá esclarecer se houve irregularidades na gestão de contratos e pagamentos e se outras pessoas participaram das práticas suspeitas.

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