Suspeito de 24 anos teria invadido a residência das vítimas e voltado a fazer ameaças após a primeira visita da Polícia Militar; ocorrência foi registrada na noite de quinta-feira (29).
Um homem de 24 anos, conhecido pelo apelido de “Minerinho”, foi preso pela Polícia Militar na noite de quinta-feira (29 de outubro de 2026), em Colíder, no norte de Mato Grosso, suspeito de ameaçar uma mulher de 50 anos e a filha dela. Conforme o relato registrado pela polícia, o suspeito e outro homem teriam ido à residência da família, na região central do município, afirmando pertencer à facção criminosa Comando Vermelho e exigindo a devolução de um telefone celular. O caso também envolve a suspeita de invasão de domicílio.
A ocorrência foi registrada por volta das 21h28, depois que a Polícia Militar recebeu um chamado pelo telefone 190. Segundo as informações divulgadas pelo Colíder News, os homens acusaram a filha da moradora de ter subtraído um aparelho celular no dia anterior e passaram a exigir que o objeto fosse devolvido.
De acordo com o relato da vítima, os dois fizeram ameaças contra as mulheres caso o telefone não fosse entregue. A alegação de vínculo com uma organização criminosa consta no relato da ocorrência e, isoladamente, não comprova que os envolvidos façam parte da facção mencionada.
Suspeito teria retornado depois da primeira abordagem
A primeira equipe da Polícia Militar foi até o endereço informado, mas não encontrou os suspeitos, que já haviam deixado o local.
Depois da saída dos policiais, um dos homens teria voltado à residência e entrado no imóvel sem autorização. Diante da nova situação, a vítima acionou novamente o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), e a equipe retornou ao endereço.
Na segunda intervenção, os policiais localizaram e detiveram o suspeito de 24 anos. A mulher relatou que ele chegou bastante alterado, entrou na casa e voltou a ameaçar tanto ela quanto a filha.
O episódio descrito no boletim policial indica que as ameaças teriam continuado mesmo após a primeira intervenção da equipe. A segunda chamada permitiu que os agentes retornassem ao imóvel e efetuassem a prisão.
Mulher tem deficiência visual; filha temeu represálias
Outro detalhe registrado na ocorrência é que a mulher de 50 anos possui deficiência visual. A filha, por sua vez, teria demonstrado receio de possíveis represálias e se recusado a fornecer seus dados pessoais para o registro policial.
As informações disponíveis não detalham se o aparelho celular mencionado na denúncia foi localizado, recuperado ou apresentado às autoridades. Também não esclarecem a eventual participação do segundo homem na ocorrência após a saída inicial dos suspeitos.
Esses pontos são relevantes para estabelecer a sequência completa dos fatos e esclarecer a origem da acusação relacionada ao telefone.
Caso foi encaminhado à Polícia Civil
Depois de ser detido, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as providências cabíveis. Conforme as informações divulgadas pelo portal, ele foi autuado por suspeita de ameaça e violação de domicílio.
A apuração das circunstâncias, a eventual identificação do segundo envolvido e a análise das provas cabem às autoridades responsáveis pelo caso. A prisão e a autuação não equivalem a uma condenação judicial.
O episódio também evidencia a importância de comunicar às autoridades situações de ameaça e entrada não autorizada em residências, especialmente quando há risco à integridade dos moradores. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.
Situação do caso: o suspeito foi conduzido à delegacia. As informações consultadas não permitem confirmar eventual decisão judicial posterior, nem o desfecho da investigação.