A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (8) a Operação Linha Cruzada, investigação que apura um suposto esquema de furto e receptação de materiais pertencentes a uma empresa de Várzea Grande.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão: dois em endereços de Várzea Grande e um em Cuiabá. A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG).
Segundo a investigação, um funcionário da empresa teria utilizado a própria função e um veículo disponibilizado para o trabalho para retirar materiais durante os deslocamentos destinados às entregas.
Os investigadores identificaram, ainda, uma empresa que teria recebido parte dos produtos supostamente desviados. O estabelecimento, localizado no Jardim Eldorado, em Várzea Grande, é tratado como possível receptador. Olhar Direto
Mais de 40 postes foram desviados
A documentação apresentada pela empresa vítima aponta o desaparecimento de uma quantidade significativa de materiais.
Entre os produtos estão mais de 40 postes de concreto modelo duplo T11/300, 68 cruzetas de concreto e aproximadamente 2 mil metros de cabo protegido de alumínio de 50 milímetros.
Também foram identificados cerca de 400 metros de cabo de cobre XLPE de 16 milímetros.
De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo provocado pelos desvios ultrapassa R$ 100 mil. Olhar Direto
A apuração indica que os materiais eram retirados sem autorização e sem uma ordem de serviço correspondente. Depois, segundo os investigadores, os produtos eram deixados nas proximidades da empresa apontada como possível receptadora.
Cruzamento de informações ajudou a identificar envolvidos
A investigação começou depois que o representante legal da empresa procurou a Derf-VG para comunicar o desaparecimento dos materiais.
A equipe passou a analisar documentos, informações sobre os deslocamentos e trajetos realizados pelo veículo utilizado pelo funcionário.
O cruzamento desses dados permitiu aos investigadores identificar uma possível ligação entre o funcionário e a empresa que teria recebido os materiais.
Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça os mandados de busca e apreensão para localizar documentos, objetos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos crimes.
Investigação continua
O delegado Sérgio Luís Henrique de Almeida afirmou que a operação ainda está em andamento e que a investigação busca esclarecer completamente a participação de cada envolvido.
A polícia também trabalha para identificar se outras pessoas participaram do suposto esquema.
Neste momento, os investigados são tratados como suspeitos. As buscas realizadas nesta quinta-feira têm como objetivo justamente reunir provas que possam confirmar ou afastar as hipóteses levantadas pela investigação.