O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) reagiu com veemência às críticas que têm circulado nos últimos dias, em que é acusado por aliados da direita conservadora de se aproximar da esquerda. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (25), ele rebateu os ataques, classificou os radicais como “boçais” e afirmou que sua trajetória política o posiciona claramente à direita – inclusive revelando que chegou a doar dinheiro via Pix ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Isso é coisa de Abilio e esses radicais extremistas de direita, que não terão mais vez na política brasileira, né?”, disse Júlio, citando diretamente o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), como um dos que propagam a narrativa de que ele teria comemorado a vitória de Lula em 2022. Segundo Júlio, tudo não passou de uma coincidência.
“Aquele fato realmente ocorreu, mas coincidentemente no mesmo restaurante, que era comemorado o aniversário do deputado Gilmar Fabris, era também o dia da vitória do Lula. O restaurante é público”, explicou.
A polêmica teve início após o deputado afirmar que tanto Abilio quanto a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), ainda “usam fraldas”. Em resposta, Abilio divulgou nas redes sociais um vídeo antigo em que Júlio aparece em um restaurante no dia da vitória de Lula, insinuando que ele estaria celebrando o resultado das eleições.
Na entrevista, o parlamentar criticou o radicalismo político, tanto da direita quanto da esquerda: “O que precisa acabar nesse Estado é essa frescura, essa boçalidade desses extremos radicais, que acham que nós não podemos conversar em aniversário de político, né? Não existe nada disso”.
Para reforçar sua identidade política, Júlio afirmou que sempre esteve alinhado com a direita, mas não com a ala mais radical. “Ninguém é mais de direita do que eu. Mas não na direita radical do Bolsonaro, o fanático, né, que está prejudicando o Brasil. A última vez que ele (Bolsonaro) pediu Pix, eu fui o primeiro a mandar Pix para ele, desse dinheiro que está sustentando o Eduardo Bolsonaro lá nos Estados Unidos. Uma parte eu dei.”







