TRE-MT multou Pedro Taques em R$ 10 mil por impulsionar vídeos contra Mauro Mendes; ex-governador diz que vai recorrer.
O bordão “Panhou ou não panhou?” voltou ao centro do debate político em Mato Grosso após o Tribunal Regional Eleitoral multar o ex-governador Pedro Taques (PSB) em R$ 10 mil por impulsionar vídeos com críticas ao ex-governador Mauro Mendes (União). A decisão reacendeu a discussão sobre os limites entre crítica política, propaganda antecipada negativa e uso de dinheiro para ampliar ataques nas redes sociais.
Segundo o Blog do Valdemir, o caso gira em torno do uso de impulsionamento pago para ampliar o alcance de conteúdos que associavam Mauro ao antigo episódio conhecido nos bastidores como “Oi, Mauro”.

Taques afirmou nas redes sociais que foi multado por impulsionar vídeos sobre o “escândalo da Oi” e disse que vai recorrer. Ele sustenta que a decisão não o impede de continuar tratando do assunto, mas restringe apenas o uso de ferramenta paga para ampliar a circulação das publicações, conforme repercutiu o 24 Horas MT.
A discussão é relevante porque a legislação eleitoral permite debate político e críticas a agentes públicos, mas impõe limites ao impulsionamento de conteúdo com teor eleitoral fora do período permitido. O ponto central é saber quando uma crítica passa a configurar propaganda eleitoral negativa antecipada.
O caso também mostra como as campanhas de 2026 já começaram antes mesmo das convenções partidárias. Redes sociais se tornaram o principal campo de disputa entre pré-candidatos, aliados e adversários, com vídeos curtos, bordões e impulsionamentos capazes de atingir milhares de eleitores em poucas horas.
Para especialistas em direito eleitoral, decisões desse tipo tendem a servir de alerta para todos os grupos políticos. O uso de recursos financeiros para promover conteúdo eleitoral ou atacar adversários pode ser enquadrado como desequilíbrio da disputa, especialmente quando ocorre antes do calendário oficial de campanha.
Nos bastidores, a multa imposta a Taques não encerra o embate. Ao contrário, deve alimentar novos capítulos da disputa entre antigos adversários políticos em Mato Grosso, agora sob vigilância mais rígida da Justiça Eleitoral.
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