Presidente da ALMT cita lideranças de Várzea Grande e defende que partido dê mais espaço a candidaturas femininas em 2026.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e dirigente estadual do Podemos, Max Russi, voltou a defender maior participação feminina na política e citou nomes do partido em Várzea Grande como parte da estratégia da sigla para as eleições de 2026. A movimentação ocorre em meio à montagem das chapas proporcionais e à busca por maior representatividade feminina nos espaços de poder.
A fala de Russi se conecta ao plano do Podemos de formar uma das chapas mais competitivas do estado. Em maio, ele afirmou que o partido trabalha para eleger ao menos seis deputados estaduais e até dois federais, destacando a presença de mulheres no grupo político. Segundo o Olhar Direto, Max disse que a legenda reuniu “25 bons nomes de todas as regiões” e destacou a participação feminina na composição.

Em Várzea Grande, o Podemos tem buscado valorizar lideranças femininas com atuação municipal e potencial eleitoral para disputas proporcionais ou até composições majoritárias. Em cenário recente, Max já havia citado vereadoras da legenda como alternativas para fortalecer chapas e ampliar o peso político da Baixada Cuiabana, segundo o MT em Foco.
A defesa de maior presença feminina não é apenas discurso eleitoral. Mulheres são maioria do eleitorado brasileiro, mas seguem sub-representadas nos parlamentos e nos cargos executivos. Em Mato Grosso, o tema tem ganhado espaço em debates partidários, especialmente com o avanço das articulações para 2026.
Russi também tem associado o fortalecimento do Podemos à construção de uma estrutura partidária mais ampla. Em março, ao oficializar filiação ao partido, ele assumiu a presidência estadual da legenda em um ato que reuniu prefeitos, vereadores e lideranças de várias regiões, conforme registro do Sapiçuá.
O desafio do Podemos será transformar nomes competitivos em votos e, ao mesmo tempo, evitar que a presença feminina seja apenas formal. Pela legislação eleitoral, os partidos precisam cumprir cotas de gênero nas chapas, mas a efetividade depende de estrutura, recursos, tempo de campanha e apoio político real.
Nos bastidores, a aposta em lideranças femininas de Várzea Grande também tem leitura estratégica. O município é o segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso e costuma exercer influência direta no equilíbrio político da Baixada Cuiabana.
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