Ex-governador compara eleição à Copa do Mundo e defende responsabilidade do eleitor na escolha de quem comandará o Estado.
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que Mato Grosso pode voltar a enfrentar crise financeira caso a população faça “escolhas ruins” nas eleições de 2026. A declaração foi feita após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e usada por ele como comparação para defender cautela na definição dos próximos governantes, segundo o Olhar Direto.
A fala ocorre em meio à reorganização do tabuleiro eleitoral em Mato Grosso. Mauro, que comandou o Estado por dois mandatos, tem defendido a continuidade de um projeto político associado ao equilíbrio fiscal, enquanto adversários criticam sua gestão e tentam explorar temas como consignados, obras e disputas internas no União Brasil.
O alerta de Mauro dialoga com um argumento recorrente de sua trajetória: a recuperação das contas públicas após anos de dificuldades financeiras. Durante sua gestão, o governo divulgou medidas de ajuste fiscal, renegociação de dívidas e aumento da capacidade de investimento.
A comparação com o futebol tem tom político. Para Mauro, assim como uma seleção pode ser eliminada por decisões mal tomadas, um Estado também pode sofrer consequências se eleger gestores sem preparo. A mensagem mira diretamente o eleitorado e antecipa o discurso de responsabilidade administrativa que deve marcar a campanha de 2026.
O contexto, porém, é de disputa aberta. Dentro do próprio União Brasil há tensão entre grupos ligados a Mauro Mendes e ao senador Jayme Campos. Reportagens recentes mostram que Jayme rejeitou nova oferta para disputar o Senado e insiste em viabilizar candidatura ao Governo, mantendo pressão sobre a convenção partidária.
A declaração também serve como recado aos adversários externos. Nomes como Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko, Emanuel Pinheiro e outros atores vêm sendo colocados no debate sucessório. Em um cenário fragmentado, o discurso de “continuidade responsável” deve disputar espaço com propostas de renovação e críticas ao grupo que deixou o comando do Estado.
Até as convenções, a fala de Mauro deve ser lida como parte da pré-campanha: uma tentativa de transformar a memória da crise fiscal em ativo político e, ao mesmo tempo, vincular adversários ao risco de retrocesso administrativo.
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