Uma mulher de 29 anos foi vítima de uma série de agressões físicas, ameaças e cárcere privado no final de semana, no bairro Cidade de Deus II, em Rondonópolis (MT). O companheiro da vítima, de mesma idade, foi preso em flagrante após resistir à abordagem da Polícia Militar e precisou ser contido com uso de arma não letal (choque).
A denúncia chegou ao Ciosp por meio do 190. A vítima conseguiu pedir socorro após ter sido trancada dentro de casa pelo suspeito, que estaria sob efeito de entorpecentes. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a mulher parcialmente exposta sobre o muro da residência, tentando escapar.
Aos militares, ela relatou que o homem ficou agressivo após consumir bebida alcoólica e uma substância semelhante à cocaína. Em seguida, passou a espancá-la com socos na cabeça, puxões de cabelo e ofensas. Após as agressões, impediu a saída da vítima, trancando o portão da casa.
“Desgraça! Você sabe que sou desse jeito!”, gritava o agressor, segundo relato da vítima. Ao tentar fugir e dizer que chamaria a polícia, ela foi agredida novamente, arrastada pelo chão e sofreu diversas lesões na cabeça, no olho esquerdo, nos joelhos e relatou dores pelo corpo.
A equipe policial pulou o muro da residência e localizou o agressor escondido parcialmente sob uma cama. Ao ser verbalmente orientado a se entregar, ele reagiu, dizendo que “ninguém iria prendê-lo”. Os policiais precisaram usar força moderada e disparar uma arma de choque (taser) para contê-lo, já que resistia à prisão com agressividade.
Após ser detido, o homem foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia com lesões na perna, nas costas (devido aos dardos da taser), escoriações no tórax e no braço, provocadas durante a resistência à prisão em um cômodo pequeno e com móveis próximos.
Na delegacia, o suspeito voltou a ameaçar a vítima, afirmando que ela “merecia uma facada”. Durante a confecção do boletim de ocorrência, a mulher deixou o local, e não foi possível apresentá-la à autoridade policial.
Ainda no Cisc, o homem continuou exaltado e agressivo, batendo-se contra as grades da cela e xingando os policiais, chamando-os de “cachorros”.







