Um dia após se tornar alvo da Operação Gemini, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Judiciário mato-grossense, o deputado estadual Faissal Calil (PL) veio a público negar qualquer participação em irregularidades e afirmou ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos.
Segundo o parlamentar, ele entregou espontaneamente celular, senhas e demais informações solicitadas pela Polícia Federal durante o cumprimento dos mandados. Faissal também contestou a versão apresentada pelos investigadores, que o apontam como possível operador financeiro ligado ao desembargador afastado Dirceu dos Santos.
A declaração ocorre em meio ao avanço das investigações da PF, que apuram suspeitas de corrupção, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do sistema de Justiça de Mato Grosso. Relatórios da corporação apontam que o deputado teria atuado como intermediário em movimentações financeiras investigadas, versão rejeitada pelo parlamentar.
Nos bastidores políticos, o caso provocou forte repercussão na Assembleia Legislativa. Lideranças aguardam o avanço das investigações antes de qualquer posicionamento institucional mais contundente.
Até o momento, não há denúncia formal nem condenação contra os investigados. O caso segue em fase de apuração.
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