Mudança prevista na Lei 14.300 aumenta impacto do chamado Fio B para quem gera energia em casa e injeta excedente na rede.
Consumidores que possuem energia solar em casa devem se preparar para mudanças na conta de luz em 2026. A cobrança sobre o uso da rede de distribuição, conhecida como Fio B, aumenta dentro do cronograma de transição criado pela Lei 14.300, marco legal da geração distribuída no Brasil. Segundo o Canal Solar, em 2026 o percentual não compensado chega a 60% para parte dos consumidores enquadrados nas novas regras.
A mudança não significa o fim da economia para quem tem painéis solares, mas reduz parte do benefício sobre a energia excedente enviada à rede e compensada depois. A cobrança incide principalmente sobre a energia injetada e posteriormente utilizada como crédito, não sobre o consumo instantâneo dentro do imóvel, conforme explica a EDP Soluções.
Na prática, quem usa a energia no momento em que ela é gerada tende a sentir menos impacto. Já consumidores que produzem durante o dia e compensam à noite podem perceber aumento no valor final da conta.
A regra faz parte de uma transição iniciada após anos de debate entre consumidores, distribuidoras e o setor solar. Antes, quem gerava energia própria compensava praticamente todos os componentes tarifários. As distribuidoras alegavam que os custos da rede acabavam sendo transferidos aos demais consumidores.
O setor solar, por outro lado, afirma que a geração distribuída reduz pressão sobre o sistema elétrico, gera empregos e estimula energia limpa. Por isso, especialistas recomendam que consumidores revisem seus hábitos de consumo e avaliem soluções como baterias, automação e maior uso da energia durante o dia.
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