Estado supera marca de R$ 25 bilhões em tributos no ano e reacende debate sobre peso da carga tributária para contribuintes.
Mato Grosso ultrapassou R$ 25,1 bilhões em arrecadação de impostos, taxas e contribuições entre janeiro e maio de 2026, valor 3,46% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Diário de Cuiabá. A alta ocorre em meio ao discurso do governo estadual de controle fiscal e estabilidade econômica.
A crítica central é que, mesmo com a defesa de rigor nas contas públicas, o Estado mantém forte ritmo de arrecadação. Reportagem do Diário de Cuiabá aponta que a arrecadação já superou em R$ 2,456 bilhões o montante obtido entre janeiro e junho de 2025.
O tema é sensível porque Mato Grosso vive crescimento econômico puxado pelo agronegócio, indústria e serviços, mas contribuintes seguem pressionados por custos de consumo, tarifas públicas e obrigações fiscais.
Historicamente, governos estaduais justificam aumento de arrecadação pela necessidade de manter investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança. Por outro lado, entidades empresariais costumam cobrar redução de burocracia e maior retorno dos tributos em serviços públicos.
Em 2021, o governo estadual chegou a anunciar o que classificou como o maior corte de impostos da história de Mato Grosso, segundo a Secom-MT. O contraste entre aquele discurso e a atual arrecadação elevada reforça o debate sobre política tributária no estado.
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