Vítimas de desabamento em Miami serão indenizadas em US$ 1 bilhão

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Justiça determina pagamento de indenização às famílias das vítimas
Joe Raedle/AFP

Um tribunal da Flórida, nos Estados Unidos, aprovou nesta quinta-feira, 23, uma indenização de US$ 1 bilhão (equivalente a cerca de R$ 5,2 bilhões para vítimas do colapso do condomínio Champlain Tower South, nos arredores de Miami. A decisão ocorre no mês em que o desastre que matou 98 pessoas completa um ano.

“Nunca será suficiente para compensá-los pela trágica perda que sofreram”, disse o juiz do circuito de Miami-Dade, Michael Hanzman. “Este acordo é o melhor que podemos fazer. É um resultado notável. É extraordinário”, completou o magistrado, elogiando as dezenas de advogados envolvidos no caso pela rápida conclusão do processo.

A maior parte do montante será destinada às pessoas que perderam membros da família no desabamento do prédio de 12 andares. Cerca de US$ 100 milhões são destinados a honorários advocatícios e US$ 96 milhões reservados para proprietários que perderam uma das 136 unidades do edifício.

Nenhuma vítima apresentou objeções ao acordo ou decidiu desistir, de acordo com oficiais do tribunal.

“Você não tem ideia do alívio que isso é para mim pessoalmente”, disse Raysa Rodriguez sobrevivente do colapso, ao jornal inglês The Guardian. Entre as vítimas fatais está o menino brasileiro Lorenzo de Oliveira Leone e seu pai, de nacionalidade italiana.

O dinheiro da indenização vem de várias fontes, incluindo seguradoras, empresas de engenharia e um condomínio de luxo cuja construção recente ao lado é suspeita de ter provocado danos estruturais no prédio destruído. Nenhuma das partes admite qualquer irregularidade.

Segundo o Guardian, um bilionário de Dubai anunciou a compra do terreno à beira-mar por US$ 120 milhões, contribuindo para o acordo.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia está liderando a investigação federal sobre as causas do desabamento, que colapsou em segundos uma ala do edifício na madrugada de 24 de junho.

Alguns indícios apontam falta de manutenção do prédio, que foi construído em 1980. Outros possíveis fatores para a queda incluem o aumento do nível do mar causado pelas mudanças climáticas e os danos causados ​​pela intrusão de água salgada.

Com 98 mortos, o desastre está entre os mais letais da história da construção civil dos EUA. Na lista, também constam o colapso da passarela do Hyatt Regency, que matou 11 pessoas em 1981, e um desastre em uma fábrica de Massachusetts em 1860, que matou entre 88 e 145 trabalhadores.

 

Fonte: Veja

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