Sustentabilidade no condomínio: tudo o que você precisa saber

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A sustentabilidade é um termo que vem sendo disseminado cada vez mais ao longo dos anos. Ele é usado para definir ações que devem ser praticadas pela humanidade em prol da preservação das reservas naturais.

Em outras palavras, sustentabilidade pode ser considerada um conjunto de práticas que visam proteger o meio ambiente e seus recursos para a construção de um futuro próspero e saudável.

Desde o agronegócio até o mercado imobiliário, agir de forma sustentável é o único caminho para um futuro possível.

 

 

A sustentabilidade

Com o surgimento colossal de máquinas de trabalho e industrialização, o planeta se vê a cada dia mais próximo de um colapso.

Para evitar a erradicação de milhares de espécies, habitats e reservas naturais, surgem novas ideias e atitudes focadas no combate e prevenção do desgaste destes recursos.

O pensamento sustentável vem tomando conta de discussões acaloradas por visionários que já entenderam os riscos que o desmatamento, a poluição e a degradação do meio ambiente causam à vida na terra. Hoje, existem até mesmo leis que premiam atitudes sustentáveis de empresas, seja qual for seu ramo de atuação.

Mas para alcançar o sucesso nessa luta é necessário entender a fundo as diretrizes. Educar-se e adaptar-se a uma realidade com pensamentos responsáveis é fundamental.

 

Educação ecológica

A luta pelos ideais sustentáveis data desde meados do século 20, mas alcançou seu primeiro marco histórico na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em junho de 1992, no Rio de Janeiro.

Naquela ocasião, a comunidade política internacional admitiu que era preciso conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a utilização consciente dos recursos da natureza.

A reunião ficou conhecida como Rio-92 ou Eco-92, e aconteceu 20 anos depois da primeira conferência com o tema, em Estocolmo, na Suécia. Nela, os países reconheceram o conceito de desenvolvimento sustentável e começaram a moldar ações com o objetivo de proteger o meio ambiente.

A partir daquele momento, propostas para o progresso em harmonia com a natureza passaram a ser discutidas para garantir a qualidade de vida, tanto para a geração atual quanto para as futuras.

Ficou claro que se todas as nações quiserem o mesmo padrão de desenvolvimento dos países ricos, não haverá recursos naturais para todo mundo e haverá danos irreversíveis ao meio ambiente.

No congresso, foi firmado uma espécie de acordo em que os países em desenvolvimento deveriam receber apoio financeiro e tecnológico para alcançarem outro modelo de desenvolvimento que fosse sustentável.

Este apoio visa a diminuição do consumo de recursos, como o de combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral). Com essa decisão, a união l entre meio ambiente e desenvolvimento avançou, superando os conflitos registrados nas reuniões anteriores patrocinadas pela ONU, como na Conferência de Estocolmo, em 1972.

Desde então, atitudes sustentáveis passaram a fazer parte da rotina da sociedade brasileira, incluindo no dia a dia dos condomínios.

Com pequenas ações, os moradores passaram a ser educados para respeitarem o meio ambiente e desenvolverem consciência para o impacto de suas ações ao longo do tempo.

Para incentivar ainda mais a sociedade a aderir práticas ecológicas, a legislação passou a contemplar normas que obrigam novas edificações a adotarem medidas sustentáveis.

A ideia, por exemplo, é reduzir o consumo de energia e água. Aos poucos, essas ações foram diferenciando os empreendimentos imobiliários. Os que traziam a bandeira da sustentabilidade ganhavam status de “construções ecologicamente corretas”.

Hoje, existem selos e certificações de entidades especializadas em edificação e espaços de concepção sustentável. A sustentabilidade passou a ser de extrema importância na administração condominial.

Além de custos menores na manutenção das operações do dia a dia, algumas mudanças prolongam o tempo de vida útil de ferramentas e equipamentos. Essas práticas trazem também a valorização do imóvel.

A coleta seletiva do lixo e o incentivo à reciclagem são duas medidas importantes. O reuso de água, a substituição de lâmpadas convencionais por econômicas e o baixo consumo de água no paisagismo da área comum também são exemplos de iniciativas com o objetivo de preservar os recursos naturais.

Cada condomínio deve definir as práticas que melhor se adequem à sua realidade. Além de preparar o edifício para essa realidade sustentável, também é fundamental preparar seus moradores.

Deve-se conscientizá-los em suas ações, desde as mais simples até as mais elaboradas, para garantir a preservação da natureza.

 

Edificações sustentáveis

Construção sustentável é um conceito que emprega um conjunto de medidas adotadas durante todas as etapas da obra que visam a sustentabilidade da edificação.

Essas medidas buscam diminuir os impactos negativos sobre o meio ambiente e promover a economia dos recursos naturais. De quebra, as ações causam a melhoria na qualidade de vida dos moradores.

Para uma construção ser considerada sustentável, ela deve levar em consideração o projeto da obra desde o seu planejamento. Para isso, é preciso analisar o ciclo de vida do empreendimento e dos materiais que serão utilizados em sua concepção.

Diminuir o uso de matérias-primas e reaproveitar os materiais durante a execução da obra também são atitudes consideradas sustentáveis. A partir daí, é possível otimizar o plano de manutenção predial, gerando além de tudo, economia para o condomínio.

Até mesmo prédios antigos já construídos podem adotar medidas de adaptação ao modelo ecologicamente correto.

Sistema de captação de energia solar para uma iluminação mais eficiente, por exemplo, é indicado a toda edificação. O reaproveitamento de água é outro aspecto que deve ser empregado mesmo em obras já concluídas.

A instalação dessas medidas gera economia de recursos naturais contribuindo não apenas para a conservação do equilíbrio ambiental como também na redução dos gastos.

Construção

O planejamento da obra é o primeiro passo para o ciclo de vida de uma edificação. É neste momento que a concepção do projeto acontece e nele em que são realizados os estudos de viabilidade, elaboração de projetos e especificações.

A partir deste momento, as práticas sustentáveis já devem ser implementadas. Desde a escolha do local da construção, todos os passos devem levar em consideração os impactos da construção.

Após o planejamento, começa a fase de implementação que coloca em prática todas as ações, incluindo as sustentáveis que foram pré-definidas. Neste ponto, devem ser introduzidas medidas que buscam reduzir o desperdício de materiais e economia de energia, por exemplo.

Após a conclusão da obra, fica a cargo da gestão do empreendimento, através do plano de manutenção, manter a rotina sustentável da edificação, respeitando sempre os períodos definidos para manutenção dos elementos.

Lembre-se de que mesmo que um edifício não tenha sido planejado e implantado dentro da concepção de construção sustentável, ele poderá assimilar, a partir de reformas, diversas práticas sustentáveis.

Certificação ambiental

As duas certificações ambientais mais utilizadas na construção civil brasileira são o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), emitido pelo United States Green Building Council, e o Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), certificação brasileira baseada na francesa HQE (Haute Qualité Environnementale) e implantada no país pela Fundação Vanzolini.

Elas se preocupam com os principais aspectos de uma construção sustentável, atribuindo pontos a cada item de sustentabilidade conquistado na obra.

A avaliação considera aspectos como a escolha do terreno, que deverá priorizar a preservação de áreas naturais e a proximidade de serviços básicos, uma vez que diminui a necessidade do uso de automóveis para o transporte cotidiano, e assim, evita a emissão de gases e uso de combustíveis.

Estes e outros aspectos garantem o mínimo impacto nas construções e deverão ser adotados pelo gestor como critérios fundamentais para a tomada de decisões, como a aquisição de materiais.

Sustentabilidade no condomínio

Agora que já vimos como os condomínios podem adotar medidas sustentáveis desde a sua concepção, falaremos um pouco sobre ações que devem ser empregadas internamente, com a ajuda dos síndicos e, principalmente, a colaboração dos moradores.

Essas medidas podem ser adotadas com investimentos apropriados, caso a infraestrutura condominial permita, em prol da sustentabilidade.

Lembre-se que para que as práticas sejam introduzidas, é preciso colocar as ideias em discussão nas reuniões condominiais e assembleias.

Outro detalhe importante é que as ações, além de ajudarem o meio ambiente, também podem contribuir para a redução das despesas, o que acaba sendo um bônus interessante para os moradores.

A medição individual do consumo de água, por exemplo, ajudará a gestão no controle de gastos, assim como o aquecimento solar nas piscinas, o uso de pinturas refratárias e telhados verdes.

 

Coleta seletiva e reciclagem

Cresce a cada dia a necessidade de uma atitude imediata perante os diversos impactos negativos na natureza.

Eles são causados pela ação humana e pela falta de conscientização das pessoas e organizações em relação às questões ambientais.

Há diversos caminhos e alternativas para buscar atitudes mais sustentáveis. A coleta seletiva e a reciclagem são exemplos que envolvem o processo de limpeza e que podem ajudar a combater a degradação ambiental.

Isso porque, com o aumento da produção de descartáveis, o volume de lixo cresceu, e reaproveitar esse material pode trazer benefícios para todos, gerando empregos, reduzindo desperdício em toda a cadeia produtiva e, o mais importante, diminuindo os efeitos nocivos do lixo para o planeta.

A prática já é bastante comum em algumas organizações industriais, mas ainda está caminhando em alguns condomínios e escritórios administrativos.

Implementá-la requer algumas ações iniciais, mas depois de funcionando, não existem grandes problemas para mantê-la.

É importante ressaltar, no entanto, que reciclagem é uma ação coletiva, e por isso, antes de iniciar, é essencial que todos os envolvidos sejam conscientizados sobre o porquê da ação.

Apenas ter as lixeiras diferenciadas é muito pouco, visto que, ainda nos dias de hoje, muitos não sabem os motivos da reciclagem de lixo e como fazer.

Para implementar a coleta seletiva de lixo, é necessário pensar em um espaço apropriado para o descarte do lixo devidamente separado. Lembrando as cores definidas para cada material:

1. Azul: papel/papelão

2. Vermelho: plástico

3. Verde: vidro

4. Amarelo: metal

5. Marrom: resíduos orgânicos

Alguns lugares fazem ainda a utilização de recipientes para armazenagem de alguns materiais mais específicos:

1. Preto: madeira

2. Laranja: resíduos perigosos

3. Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde

4. Roxo: resíduos radioativos

É preciso definir quais desses resíduos serão devidamente separados e enviados para reciclagem e prover informação clara e contínua para que todos tenham consciência do descarte correto do material.

Para isso, é importante que os responsáveis pelo projeto tenham treinamento e saibam gerenciar a iniciativa.

O local de armazenamento do material coletado deve ser pensado antes do início do projeto. Além disso, é preciso verificar as normas técnicas e de bombeiros para esses materiais, local, disposição etc.

Papel e plástico, por exemplo, são itens de alta combustão e precisam ser gerenciados com total segurança.

Para implementar a coleta seletiva na rotina de limpeza de seu condomínio, é preciso:

1. Avaliar a quantidade diária de resíduos gerados, a estrutura do condomínio, o local de armazenamento e como será a logística

2. Orientar e treinar a equipe de limpeza sobre a coleta seletiva

3. Implementar os equipamentos e materiais

4. Promover a conscientização da comunidade sobre sustentabilidade e coleta seletiva

5. Definir uma frequência nas atividades

6. Criar um cronograma de limpeza

Esse cronograma deve conter os diferentes tipos de limpeza:

1. Geral: com atividades diárias em áreas de maior circulação

2. Manutenção: atividades mais leves que podem ser diárias, como varrição das áreas comuns

3. Conservação: recolhimento do lixo.

Confira abaixo as atividades relacionadas a coleta seletiva que devem estar previstas no cronograma de limpeza:

1. Colagem de informativos

2. Treinamentos da equipe de limpeza

3. Recolhimento de sacos de resíduos e lixos

4. Encaminhamento desses materiais para o lugar de destino adequado

5. Limpeza dos equipamentos e materiais

6. Criação de um grupo de monitoramento de processos que realize um balanço periódico do sistema, assim como divulgação de informações e ações de incentivo.

A coleta, muitas vezes, é feita pela prefeitura. Em outros casos, é possível contratar empresas ou até mesmo fazer parcerias com cooperativas e ONGs especializadas. É importante estudar o melhor caminho para o condomínio.

 

Descarte correto do óleo e resíduos

O óleo é um material problemático para o meio ambiente. Quando despejado nos rios, apenas 1 litro da substância é capaz de contaminar até 1 milhão de litros de água. Um prejuízo incalculável para a vida no planeta.

A situação fica ainda pior quando o descarte indevido é feito nos condomínios. Isso porque, além de contribuir com a poluição, pode causar entupimentos e degradação da tubulação do prédio.

Mas o descarte correto de óleo pode ser feito de maneira simples.

Antes de mais nada, instrua e reforce aos moradores a necessidade de fazer o descarte consciente.

Para isso, você pode realizar reuniões e palestras educativas. Outra opção viável é elaborar materiais educativos e distribuir aos condôminos para reafirmar a importância do assunto.

Feito isso, instrua os moradores a armazenar o óleo frio em garrafas pet e designe um local para guardar o material no condomínio.

Depois disso, é só procurar empresas especializadas que fazem o tratamento e a reciclagem para transformá-lo em tintas, verniz e até mesmo ração para animais.

A iniciativa ajuda o meio ambiente, combate os prejuízos nas instalações do condomínio e ainda mostra aos moradores e à comunidade a preocupação com o planeta.

 

Economia de energia

A energia elétrica é uma das maiores fontes de drenagem de recursos naturais existentes. Surgem cada vez mais iniciativas que visam a diminuição do consumo elétrico como medida preventiva para a sustentabilidade.

Para diminuir o impacto para a natureza, considere adotar as seguintes práticas:

1. Utilize ao máximo a luz natural de dia

2. Instrua os colaboradores a desligarem as lâmpadas de dependências desocupadas, exceto aquelas que contribuem para a segurança

3. Aposte nas lâmpadas fluorescentes ou de LED. Elas economizam até 75% e não aquecem o ambiente

4. Tire das tomadas aparelhos que ficam em stand by. Fora de uso, eles consomem 20% da energia

5. Em áreas externas há a possibilidade de substituir a iluminação tradicional por lâmpadas a vapor de sódio a alta pressão (VSAP), que fornecem mais luz com menor consumo de energia elétrica

6. Sensores de presença ou de calor economizam até 50%

7. Se houver mais de um elevador por torre, é possível desligar um dos equipamentos durante a madrugada ou quando o uso do elevador for menor

8. Falando em elevadores, os modelos mais modernos são mais econômicos e podem representar uma diminuição de 40% da energia

9. Pinturas de teto e paredes claras ajudam a ampliar a iluminação nos ambientes

10. Remanejar a iluminação nas garagens para áreas onde há mais circulação

Estude também a possibilidade de implementação de painéis solares. Este tipo de energia é uma fonte renovável inesgotável.

O funcionamento destes painéis não emite gases poluentes e não demanda os recursos naturais que a energia hidráulica pede.

Instrua os moradores para adotar as práticas como medidas substanciais de combate a degradação do meio ambiente. Lembre-se que a conscientização é o caminho para uma vida sustentável.

Limpeza ecológica

A limpeza é um assunto importante pois se trata de saúde e bem-estar para o convívio. Existem práticas que podem ajudar nesta tarefa e têm impacto positivo para o meio ambiente.

É o caso da substituição de produtos de limpeza industrializados pelos naturais. As opções mais tradicionais tendem a conter elementos tóxicos e químicos em sua composição que, ao longo dos anos, degradam a saúde e a natureza.

Eles misturam compostos químicos não biodegradáveis que, quando descartados nas tubulações e encanamentos, vão parar nos rios. Contaminam a água, interferem na vida de várias espécies, e dificultam o tratamento.

Tudo isso pode ser evitado. Em muitos casos, a solução pode estar dentro de casa mesmo sem o seu conhecimento.

Listamos alguns ingredientes básicos que ajudam na limpeza e não agridem o meio ambiente:

1. Vinagre branco

2. Bicarbonato de sódio

3. Detergente neutro

4. Sabão glicerinado em barra

5. Óleo de eucalipto

Muitas receitas podem ser feitas a partir destes produtos que te ajudarão a diminuir o consumo das substâncias industrializadas. Utilize-os em conjunto com essências naturais para perfumar o ambiente e passe a ter uma rotina de limpeza mais ecológica e sustentável.

Esqueça a sacola plástica, vá de Ecobag

As ecobags tornaram-se populares após a implementação da lei em São Paulo que impede os estabelecimentos de disponibilizarem sacolas plásticas gratuitamente.

Tendo em vista a necessidade de carregar um alto volume de produtos, principalmente na saída de supermercados, as ecobags apareceram como solução prática e sustentável.

Elas são feitas com materiais que respeitam o meio ambiente, como algodão, por exemplo, e permitem a reutilização para o consumo em diversas situações. Podem ser lavadas para manter a higiene e a comodidade no reuso.

Outra vantagem importante das ecobags é que elas são capazes de suportar mais peso do que as sacolas plásticas comuns.

O uso de uma sacola ecológica substitui até 8 convencionais e dura em média 5 anos. Diminuir o uso da sacola plástica além de ajudar o meio ambiente, gera economia.

Água de reuso

Com a poluição dos rios e oceanos crescendo em ritmo acelerado, a escassez de água começa a se tornar uma realidade vívida. Em São Paulo, de 2014 a 2016, o Estado sofreu a primeira crise hídrica.

Para evitar que o problema se torne recorrente no mundo inteiro é necessário criar alternativas para aproveitar melhor os recursos hídricos, diminuir o desperdício e de quebra, economizar.

Em condomínios, é possível fazer a reutilização da água por meio da implementação de um sistema de captação e reuso de água, principalmente água da chuva.

Para isso, são utilizados equipamentos de captação e armazenamento da água para sua reutilização. Para implementar o sistema coletor é preciso alguns itens:

1. Uma bacia coletora para o telhado que vai captar água da chuva

2. Calhas e coletoras que filtram e seguram resíduos

3. Filtros de areia para partículas e filtro desferrizador que retira o ferro e o manganês

4. Unidade de desinfecção que elimina as bactérias

5. Cisterna e sistema de pressurização

6. Caixa de alimentação e tubulações

Tudo isso é preciso para que a água coletada fique em estado de reutilização. No entanto, a qualidade é inferior a da água potável e não é própria para consumo humano.

Confira as atividades para as quais a água de reuso pode ser utilizada:

1. Geração de energia

2. Refrigeração de equipamentos

3. Lavagem de carros

4. Irrigação

5. Combate de incêndio

6. Limpeza de ruas e praças

7. Assentamento de poeira em obras de execução de aterros e terraplanagem

8. Preparação e cura de concreto em canteiros de obra

9. Para estabelecer umidade ótima em compactação e solos

10. Desobstrução de rede de esgotos e águas pluviais

Além disso, é necessário fazer a manutenção e limpeza desse sistema. É importante impermeabilizar as cisternas para evitar o acúmulo de resíduos.

Com esses cuidados, o condomínio fica preparado para evitar o desperdício, promover o uso inteligente da água e ainda garantir uma economia que pode chegar até 40% na conta geral de água e descontos no IPTU.

Além de respeitar o meio ambiente e contribuir para um futuro sustentável, é também uma ótima saída para economizar.

Horta comunitária

Fazer a plantação do próprio alimento é uma maneira inteligente de economizar, investir na saúde e contribuir com o meio ambiente.

A iniciativa permite que os condôminos consumam alimentos orgânicos e frescos, sem adição de agrotóxicos aplicados na agricultura tradicional e processamento de alimentos.

Outro ponto positivo, que beneficia o meio ambiente, é que a implementação de uma horta comunitária nos condomínios ajuda a diminuir a emissão de gases do efeito estufa.

Ter alimentos suculentos a um passo de distância reduz a necessidade do uso de automóveis para o transporte dos produtos, e por consequência, diminui a emissão de gases poluentes originados na queima dos combustíveis.

A agricultura urbana é uma medida que beneficia toda a comunidade e aproxima os moradores dos condomínios em razão da sustentabilidade. Vale a pena conversar sobre a ideia nas reuniões de condomínio e assembleia.

Compostagem

Que tal pôr a mão na massa para ajudar a natureza?

A compostagem é uma prática simples de implementar nos condomínios sustentáveis que ajuda evitar a emissão de gases do efeito estufa. Basta a colaboração dos moradores e a instalação de composteiras para o depósito de resíduos orgânicos.

A composteira doméstica, caseira ou residencial funciona por meio do método da compostagem com minhocas. Mas não se espante, o processo é higiênico.

Este método é indicado como uma solução para os resíduos urbanos, pois transforma o que seria lixo em um rico húmus. Ele reduz o lixo que seria destinado a aterros e lixões e diminui a emissão de gases do efeito estufa.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), através do Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Urbanos, mostra que mais da metade da produção de lixo originado nas casas brasileiras poderia ser transformado em adubo se a compostagem doméstica fosse uma prática mais popular.

Seria possível economizar muito espaço nos aterros.

A compostagem doméstica, além de diminuir a quantidade de resíduos em aterros e lixões, pela redução da quantidade de lixo, evita a emissão de gases que causam o efeito estufa.

Quando o lixo vai parar em aterros sem algum tipo de tratamento, a decomposição acaba gerando gás metano (CH4).

O impacto comparativo de CH4 sobre a mudança climática é cerca de 20 vezes maior do que o de gás carbônico (CO2). A compostagem, por outro lado, evita a emissão do CH4.

Comece agora

A natureza é responsável por fornecer tudo o que precisamos para viver. O ar que respiramos, a água que bebemos, nossa comida e todos os recursos indispensáveis para a vida.

Ao longo do tempo, o crescimento populacional e o desenvolvimento da industrialização nos trouxeram a um momento de colapso. Utilizamos mais recursos do que a natureza pode renovar.

O resultado disso é a ameaça iminente da extinção de espécies, degradação de florestas e uma onda de impactos climáticos devastadores.

Para fugir dessa realidade, é imperativo que novas práticas passem a fazer parte do cotidiano. Pensar de maneira sustentável se tornou essencial e ações devem ser disseminadas para garantir o futuro das nossas gerações.

Conscientize os moradores, adote atitudes que respeitem o meio ambiente e mostre como é possível conviver em harmonia com o ecossistema. Faça de seu condomínio um modelo no combate a degradação que se importa com a pegada ecológica que deixa na Terra.

 

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Fonte:Aster

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