Síndico em Foco – Talitha Laila Ribeiro aborda sobre o desafio de viver em condomínio

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Há pelo menos 50 anos já se discutia que morar em prédios ou apartamentos, vivendo de forma coletiva era uma cultura em transição que precisava ser discutida para evitar transtorno.

Atualmente pouca coisa da discussão evoluiu, já que o passar do tempo, as edificações só foram crescendo e se se consolidando em condomínios grandes e populosos.

Para comentar sobre o tema, a advogada e experiente profissional em Direito Condominal, Talitha Laila Ribeiro, subsíndica do condomínio Garden Monte Líbano, administrado pela Emi-ka assessoria de condomínios, contou um pouco ao quadro do Síndico em Foco desta semana, sobre sua experiência no mercado de trabalho.

Na avaliação da doutora, um dos maiores desafios ao se morar em condomínio hoje é o de aprender a viver de forma harmônica e responsável. Sempre partindo do ponto que precisa ser respeitado o direito de ir e vir de cada um dos moradores, já que em um aglomerado possuem culturas e hábitos completamente diferentes.

Assim, os moradores precisam mudar sua forma de pensar e criar alternativas conscientes que é necessário ter a coparticipação e a corresponsabilidade sobre tudo o que acontece e ainda assim os condôminos precisam dar espaço, sossego e até mesmo contribuir com a coleta seletiva do vizinho.

 

“Neste ramo já alguns anos percebi que vários são os fatores que contribuem para conflitos no condomínio. Porém, vejo que ainda as pessoas precisam aprender sobre essa mudança cultural de se viver em sociedade. O ambiente é limitado de espaço físico e, neste contexto, é necessário entender de fato onde acaba o seu direito e começa o do próximo”, pontuou.

Dentro dos problemas prestados na área de assessoramento jurídico, Talitha avaliou que a convivência nada mais é do que um grande desafio, fora também as mudanças na legislação, porém algumas coisas de fato favoreceram o trabalho profissional do síndico.

“Foi importante porque o síndico precisa saber seu campo de atuação. Pequenas picuinhas entre moradores ou brigas de família não é dever da administração. Existem coisas de maior responsabilidade. Agora, eu também sempre priorizei a ética e o bom senso. Sem contar também que nunca é demais promover a gentileza, cuidado e o zelo no bem estar de todos”, afirmou.

Apesar de alguns condomínios adotarem grupos nas redes sociais para se discutir conflitos, a advogada falou que é importante evitar grupos de  WhatsApp.

“Esses grupos criam muito mais desavenças do que soluções. Mas, sempre dou atenção nas conversas mesmo que seja de uma criança. No entanto, eu vejo que a comunicação mais ativa e presencial ela gera muito mais um retorno. Em um ano neste cargo, temos somados resultados positivos. Então vejo que meu conhecimento técnico com a experiência me ajudou muito a enfrentar os problemas”, finalizou.

Rayane Alves – Redação Síndico Legal

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