Síndico Em Foco: com o síndico profissional Leôncio Ribeiro

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Para ser síndico profissional não precisa ter uma formação específica, porém é importante fazer alguns cursos de capacitação, para que o profissional saiba exercer a função corretamente. É também interessante que a pessoa já tenha trabalhado como síndico, ou na área, para que tenha os devidos conhecimentos de leis, finança, administração, contabilidade e recursos humanos.

Outro fator importante é saber lidar com pessoas, e principalmente de gostar desse relacionamento, porque não tem como ser síndico sem se relacionar com os condôminos. Precisa ser educado, simpático, responsável e muito proativo.

Essa semana o “Síndico Em Foco” convidou o síndico profissional, em Belo Horizonte-Minas Gerais, Leôncio Ribeiro, síndico há 7 anos, e que falou sobre como conciliar a uma boa gestão condominial com a realidade de cada condomínio.

O que te fez querer ser síndico?

A compra do meu primeiro imóvel, em meados de 2011, foi o principal motivo pra eu querer, como proprietário, acompanhar de perto a conservação e a implementação de melhorias no condomínio onde eu e minha família iríamos morar. Hoje, apaixonado pela profissão, já estou à frente da gestão de outros condomínios como síndico profissional (não morador).

 

 

 

Como você faz a administração do condomínio?

Com o tempo, vendo as peculiaridades de cada condomínio bem como o perfil cultural e a condição social dos condôminos, percebi que não há regra. O síndico deve procurar alinhar uma gestão eficiente com a realidade do condomínio.

Quais as dificuldades que você mais enfrentou como síndico?

A maior dificuldade que enfrento hoje é encontrar um bom software de gestão que englobe não só o financeiro (com as várias possibilidades de rateio e cobrança), como é o foco dos principais softwares e aplicativos do mercado, mas que também ofereça soluções para a parte de gestão documental e de contratos, manutenções programadas, gerenciamento de projetos, cadastro vinculados entre proprietários, inquilinos e imobiliárias bem como o histórico de ocupação da unidade, dentre outros.

Acredito que a empresa que conseguir reunir as várias funcionalidades que existem hoje nos diversos aplicativos e softwares disponíveis, a um preço justo, vai dominar esse nicho de mercado que é muito promissor.

Como você faz a prestação de contas do condomínio?

Para os condôminos, envio um resumo de receitas e despesas do mês anterior no próprio boleto de condomínio. 

Para os conselheiros, entrego os livros contábeis antes da AGO (Assembleia Geral Ordinária) para que analisem durante o tempo que for necessário e faço reuniões para sanarmos as eventuais dúvidas que possam existir. 

Após avaliação do conselho, levo os livros contábeis para aprovação na AGO e após aprovação, deixo os livros contábeis à disposição na administração para os condôminos analisarem. 

Na questão de documentos e renovações do condomínio, como você administra?

Nos condomínios que assumo, dando continuidade à gestão condominial como síndico profissional, a gestão documental é feita de forma muito precária, isso quando ela existe.

É importante que, além da gestão documental online (nas mais diversas formas que existem hoje em dia), exista também um arquivo físico onde o síndico possa armazenar os documentos da sua gestão, e os documentos que retratam a história do condomínio (como plantas, projetos arquitetônicos e de engenharia, guia de tributos e afins) de forma organizada, em condições adequadas e respeitando sempre a tabela de temporalidade para cada tipo de documento. 

Não é aconselhável que as renovações contratuais sejam feitas de forma automática. Sempre que um contrato estiver na iminência de vencer, é importante que o síndico faça todo o processo de avaliação novamente, realizando cotações e solicitando da empresa as comprovações de regularidade junto aos órgãos competentes.

O prédio possui uma administradora? Como é feita a gestão com os funcionários?

Como já mencionei, não há regra. Há condomínios onde sou síndico profissional em que a contratação de funcionários é terceirizada e há outros onde a contratação é direta (feito pelo próprio condomínio).

O síndico dever observar as peculiaridades de cada condomínio e viabilizar a gestão à realidade dos condôminos. Por exemplo, às vezes contratar uma administradora para um condomínio pequeno é inviável e alternativamente, pode se realizar uma gestão muito eficiente com a contratação apenas de uma contabilidade.

É importante que o síndico entenda que viabilizar a gestão, conforme mencionei acima, não é deixar de prestar serviços essenciais e/ou negligenciar as obrigações do condomínio, e sim encontrar a melhor maneira de alinhar custo benefício com legalidade e sustentabilidade. 

Faça uma avaliação sobre uma gestão de qualidade de um síndico.

Percebo que há uma tríade que o síndico deve priorizar: diálogo, eficiência e legalidade.

O síndico engajado deve ir além das suas atribuições legais e entender a dinâmica econômica e social dentro do condomínio para que possa encontrar as soluções adequadas para aquela comunidade condominial e até mesmo muitas vezes, para uma parcela daquela comunidade.

É importante que o síndico encare as dificuldades que urgem a todo instante como oportunidades de aumentar a expertise nos mais diversos assuntos.

Todas às sextas-feiras o portal Síndico Legal trará na série “Síndico Em Foco” uma entrevista, aproveite para trocar experiências e saber mais sobre as gestões condominiais. E se você quer ser o próximo síndico a ser entrevistado, entre em contato pelo nosso whatsapp: (11)95777-5073.

Toheá Ranzeti Antunes – Síndico Legal

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