“Síndico 5 Estrelas” certifica profissionais de todo o País

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Efson diz que síndico precisa estar conectado ao mercado

Exercer a função de síndico exige o conhecimento das mais diversas áreas, e se profissionalizar é apenas o início de um caminho de cursos e palestras que vão tornar esse síndico exemplar.

 

 

Mas como ter alguma certeza da capacidade deste profissional? Foi procurando dar essa resposta aos condomínios contratantes que a Gábor RH lançou em 2019 o certificado Síndico 5 Estrelas. A próxima avaliação e oportunidade de adquirir o certificado acontece no próximo dia 24. O primeiro ciclo de provas aconteceu em janeiro e 44 profissionais foram aprovados.

Com valor nacional e reconhecido por uma das principais certificadoras do Brasil, a Fundação Vanzolini, as provas para o certificado ainda são feitas apenas em Brasília (DF), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP).

No entanto, Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH e criador do certificado, conta que negociações estão sendo feitas para que, em 2020, as provas também sejam feitas na Bahia e no Rio de Janeiro. “Para a prova deste mês deveremos ter em torno de 450 inscritos, o que significa um aumento de 50% em comparação à prova anterior”, ele conta.

A ideia do certificado surgiu por conta da enxurrada de profissionais e cursos que o segmento tem, explica Ricardo. “Isso muitas vezes acaba dificultando muito para que os condomínios consigam contratar síndicos qualificados e que realmente fazem um trabalho de qualidade. Esse certificado é uma forma de os condomínios contratantes poderem ter a certeza de que o síndico tem capacidade e conhecimento de gestão”. Cocoordenadora do curso de pós-graduação em negócios imobiliários da Unifacs, a advogada Paula Tanuja explica que um dos aspectos mais interessantes do certificado é testar a capacidade de tomar decisões do dia a dia.

“É uma avaliação que tem como proposta certificar as pessoas não por seu conhecimento técnico, mas sim se elas podem ou não tomar decisões corriqueiras. É claro que, quanto mais ele se qualificar, melhor.

tanto para acumular conhecimento quanto para que suas qualificações o façam crescer em sua profissão, conseguindo gerir condomínios maiores, por exemplo. A tendência do mercado de condomínios é contratar síndicos profissionais”, ela explica.

 

 

Além do certificado, os aprovados ganham assessoria de imagem, convites para eventos de qualificação e têm o seu perfil publicado na plataforma do Síndico 5 Estrelas para que contratantes de todo o Brasil possam buscar e contratar seus serviços. De acordo com Ricardo, o site hoje possui mais de 12 mil acessos mensais. “O síndico profissional é um sujeito que precisa estar conectado com o mercado. É um profissional, por excelência, interdisciplinar, precisa de conhecimentos de diversos campos”, explica Efson Lima.

Efson é advogado e coordenador-geral da pós-graduação, pesquisa e extensão da Faculdade 2 de Julho e explica que o conhecimento de áreas como psicologia, direito, contabilidade, gestão de recursos humanos, engenharia e diversos outros é de grande importância para exercer essa profissão. “Portanto, a participação em cursos breves, seminários, congressos e visitas técnicas são importantes e aglutinam na formação do síndico profissional”. Porém é preciso refletir que, em regra geral, o exercício profissional é livre.

 

Exercício da sindicância

As qualificações e certificações exigidas devem ter previsão legal, conforme assegura a Constituição Federal, afirma Efson, e as diversas formas de estudos e certificações são significativas e denotam certo grau de amadurecimento profissional que se habilita para o exercício da sindicância. “Entretanto, as certificações não podem ter uma finalidade em si mesmas e tempo curto de validade. Ser simplesmente um ambiente de testagem. O profissional da área de síndico, além dos conhecimentos técnicos, precisa demonstrar uma probidade moral, que perpassa por outros campos, que não necessariamente o acadêmico”.

É preciso cautela visando não promover o engessamento e o academicismo, explica o coordenador-geral, mas isto não significa que a área não precisa avançar com os estudos e o aperfeiçoamento. “Nesse processo de certificação muito se discute sobre a regulação da área, especialmente quanto à categorização profissional, os direitos e deveres do síndico profissional, conferindo maior segurança jurídica”.


 

Fonte: A Tarde
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