Síndica da Barra e amante vão a júri popular por suspeita de tramar morte de morador de condomínio

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Priscilla foi presa no condomínio em que atuaou como síndica — Foto: Reprodução/TV Globo

A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, determinou que a síndica Priscilla de Oliveira – suspeita de ser a mandante da morte do empresário Carlos Eduardo Monttechiari, morador do prédio que ela administrava na Barra da Tijuca – , e Leonardo Lima, investigado por matar Monttechiari, vão a júri popular.

A determinação saiu após audiência de pronúncia – onde um juiz analisa se há indícios suficientes de materialidade do crime -, nesta quarta-feira (17), no Rio.

“Ante o exposto, pronuncio os réus Leonardo Gomes de Lima e Priscilla Laranjeiras Nunes de Oliveira, a fim de que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, como incursos nas sanções do artigo121, § 2º, incisos I e IV, sendo, com relação a PRISCILLA, na forma do artigo 29, ambos do Código Penal. Já agora admitida a imputação, mantenho as prisões dos acusados, por entender que remanescem íntegros os pressupostos da prisão cautelar, que veio decretada para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal”, escreveu a juíza em sua sentença.
A imprensa entrou em contato com a defesa de Priscilla de Oliveira, que não sabe se vai recorrer da decisão de julgamento via tribunal do júri.

“Ainda não sabemos se vamos recorrer dessa a decisão. Vou conversar com a família e com a própria Priscilla para definir os novos rumos da defesa. De qualquer modo, consideramos muito frágeis os motivos que alegam para a Priscilla participar supostamente desse crime”, disse o advogado Norley Thomaz Lauand, que defende a ex-síndica.

Julgamento seria em 2022

O advogado acredita que, mesmo não recorrendo, o julgamento dos réus só deve acontecer em 2022, e que circunstâncias, como uma carta de Leonardo que inocenta Priscilla, podem ser bem trabalhadas junto aos jurados.

No documento, datado do dia 28 de maio, o ex-administrador do London Green Park diz que Carlos Eduardo Monttechiari ameaçava Priscilla, e que as ameaças se voltaram para ele depois que o empresário descobriu o romance de Leonardo com Priscilla.

Ele ameaçava contar tudo para a mulher do administrador e teria chegado a pedir dinheiro para não fazê-lo.

Trecho da suposta carta escrita por Leonardo Lima e anexada ao processo — Foto: Reprodução/Reprodução
Trecho da suposta carta escrita por Leonardo Lima e anexada ao processo — Foto: Reprodução/Reprodução

O crime

Priscilla de Oliveira e Leonardo Lima, supervisor do condomínio e apontado como amante dela, teriam tramado a morte do empresário Carlos Eduardo Monttechiari. Isso teria ocorrido depois que Monttechiari acusou Priscilla de desviar dinheiro do London Green Park.

Uma câmera de segurança registrou o crime, ocorrido na manhã do dia 1º de fevereiro.A princípio, a polícia tratava o caso como um latrocínio – roubo seguido de morte.

Mas a 27ª DP (Vicente de Carvalho) concluiu que o Carlos Eduardo, que já tinha sido síndico do condomínio e era opositor de Priscilla, tinha marcado para 5 de fevereiro uma assembleia a fim de apresentar um dossiê com provas contra a gestora.

Roubo quase milionário

“A vítima descobriu, com notas fiscais falsas ou fantasmas, que estavam sendo desviados mais de R$ 800 mil do orçamento do condomínio”, explicou o delegado Renato Carvalho.

Carlos Eduardo Monttechiari com a família: morto por desavenças com a síndica — Foto: Reprodução/TV Globo
Carlos Eduardo Monttechiari com a família: morto por desavenças com a síndica — Foto: Reprodução/TV Globo

Quatro dias antes da reunião, porém, o empresário foi baleado. Ele estava dentro do carro, na frente do terreno que alugava, na Vila Kosmos, na Zona Norte, quando um homem o abordou e atirou.

Atingido no tórax e no abdômen, Carlos chegou a ser hospitalizado, mas morreu no dia seguinte.

A polícia afirma que o autor dos disparos é Leonardo Lima, supervisor contratado do London Green Park, casado e amante de Priscilla.

Amassado no carro levou ao autor

Policial rende Leonardo, que tentou fugir — Foto: Reprodução/TV Globo

Nas imagens do crime, os investigadores perceberam que o carro de onde o assassino desceu tinha um amassado na lataria. Após rastreá-lo, descobriram que o automóvel estava no nome da mulher de Leonardo.

“Esse veículo foi vinculado a um funcionário que tinha um caso extraconjugal com a síndica”, emendou o delegado.

Testemunhas disseram que Leonardo tentou modificar o veículo: colocou rodas novas e tirou adesivos. Mas o amassado na lateral permanecia. Ao receber voz de prisão, Leonardo tentou fugir, mas acabou capturado. Ele estava com o mesmo carro usado no dia do crime.

Leonardo e Priscilla não tinham antecedentes criminais. A Polícia Civil ainda investiga quem é o motorista que ajudou o assassino a fugir.

Fonte: G1

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