A ofensiva judicial apresentada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB) provocou uma reação dura do Palácio Paiaguás. Sem citar detalhes técnicos da ação, o governador Mauro Mendes (União Brasil) disse nesta segunda-feira (2), na Assembleia Legislativa, que o movimento tem objetivo político e é sustentado por acusações que, segundo ele, não correspondem aos fatos.
Para Mendes, a iniciativa não busca esclarecimento jurídico, mas exposição pública. “O Pedro Taques está mentindo e usando de má-fé processual. Ele está motivado, seguramente, por interesses eleitorais”, afirmou. Na sequência, reforçou que a peça apresentada distorce informações. “Ele mentiu em vários pontos da tal ação que ele entrou e está tentando revestir isso de alguma credibilidade, coisa que ele não tem”, declarou.
O governador também fez questão de vincular a disputa ao histórico recente do adversário nas urnas. Ao lembrar as últimas eleições disputadas por Taques, Mendes disse que os resultados ajudam a explicar o tom da investida. “Pedro Taques saiu do Governo do Estado de Mato Grosso como um dos piores governadores da nossa história. Foi candidato à reeleição, ficou em quarto lugar, perdeu para brancos e nulos. Depois foi candidato ao Senado e ficou em 7º lugar”, disse.
No centro do embate está o acordo firmado entre o governo estadual e a empresa Oi. Sobre o tema, a Procuradoria-Geral do Estado informou que o entendimento é legal, trouxe benefícios ao Estado e evitou prejuízos maiores aos cofres públicos. Mendes endossou a posição do órgão. “A PGE está muito segura de tudo que ela fez, é absolutamente legal”, afirmou.
Ainda segundo o governador, além de questionar atos administrativos, a ação atinge sua família e tenta criar um desgaste político artificial. “Talvez doa muito nele hoje, por inveja, uma pessoa invejosa, uma pessoa maldosa, e todo mundo que o conhece sabe disso”, disse, ao concluir que o processo não tem lastro na realidade e não vai prosperar.
Chris Cavalcante/Da Redação
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