O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e o vice-governador, Otaviano Pivetta, se manifestaram neste sábado (22), após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo Supremo Tribunal Federal e cumprida pela Polícia Federal no início da manhã.
Mauro Mendes afirmou que o país vive “um dia triste para a democracia”. Em declaração nas redes sociais, o governador disse que Bolsonaro é, segundo ele, “o grande líder de milhões de brasileiros que se cansaram da velha política, da corrupção, do aumento da violência, da impunidade e de tantas outras mazelas da política brasileira”. Mendes acrescentou que “a justiça precisa ser restabelecida para o bem do nosso Brasil” e declarou solidariedade “ao presidente Bolsonaro e sua família”.
O vice-governador Otaviano Pivetta também criticou a decisão. Para ele, o Brasil enfrenta “uma ferida aberta na alma”. Pivetta afirmou que “a dor de quem sofre sem culpa é mais profunda do que qualquer sentença” e declarou que “a verdade não se intimida” e “mostrará o erro que está sendo cometido”.
Pivetta também questionou a necessidade da prisão preventiva diante do estado de saúde do ex-presidente. “Todos sabem que o presidente Bolsonaro está com a saúde debilitada. É realmente necessário chegar a esse ponto?”, escreveu. O vice-governador afirmou ainda: “Mantenha sua fé, presidente. Mato Grosso e o Brasil acreditam na sua força”. Ele concluiu dizendo que, na sua avaliação, “não há justificativa para medidas desproporcionais” e que “o Brasil acompanha. A verdade virá”.
A prisão ocorreu por volta das 6h deste sábado. Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde permanece em sala de Estado, estrutura reservada a autoridades. Segundo a PF, a medida foi motivada pela garantia da ordem pública.
Chris Cavalcante/Da Redação







