Os senadores Wellington Fagundes (PL) e Margareth Buzetti (PSD), representantes de Mato Grosso no Senado Federal, declararam apoio ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A reação ocorre após Moraes determinar, na segunda-feira (4), a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de quebrar medidas cautelares através das redes sociais dos filhos dele e de apoiadores, no domingo (3).
A decisão judicial causou forte reação entre aliados de Bolsonaro, que passaram a acusar Moraes de abuso de autoridade e perseguição política. O ex-presidente participou virtualmente dos atos, por meio de videoconferência, e Flávio publicou em suas redes sociais uma das participações. Para Moraes, isso teria sido uma afronta às medidas cautelares já impostas contra Bolsonaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a senadora Margareth Buzetti declarou que “paciência tem limite” e classificou como excessiva a conduta do magistrado. Já Wellington Fagundes reforçou sua ligação com Bolsonaro, a quem chamou de “o maior líder da direita brasileira”, e afirmou que não há justificativa para a prisão do ex-presidente.
“O que estamos vendo é uma inversão completa de valores. Quem deveria garantir equilíbrio está alimentando a instabilidade”, disse Fagundes.
O senador Jayme Campos (União Brasil) ainda não se posicionou. Segundo o site votossenadores.com.br, que monitora o placar da proposta, o pedido de impeachment de Moraes tem, até o momento, 33 votos favoráveis, 19 contrários e 29 indefinidos. A maioria dos contrários é composta por senadores da base do governo federal.
O pedido ainda depende da análise do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que até agora evita se comprometer com a abertura do processo, citando a necessidade de preservar a estabilidade institucional.
Chris Cavalcante/Da Redação







