A relação entre o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) voltou a se deteriorar ao longo da semana. A nova rodada de provocações começou após o prefeito declarar que a oposição ainda precisaria “se esforçar” para atingir o patamar de atuação que sua gestão imprime à administração municipal.
O comentário foi feito enquanto Abílio criticava a ausência de Monteiro em votações consideradas relevantes para a condução das políticas públicas.
Para o prefeito, a falta de participação em sessões classificadas como decisivas compromete o papel fiscalizador do Legislativo. Na ocasião, ele afirmou que “quem cala consente” e que o parlamentar que não comparece não debate e não vota contra.
A resposta não demorou. Durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia, Monteiro afirmou que não pretende adotar o método político que marcou a trajetória de Abílio antes de chegar ao Executivo. O vereador lembrou o processo de cassação do atual prefeito na Câmara e as fiscalizações realizadas por ele em unidades de saúde, quando gravava servidores e médicos durante o horário de trabalho.
Segundo Monteiro, esse estilo não é algo que deseja reproduzir, afirmando que prefere preservar sua própria conduta e evitar situações que considera desgastantes para a família.
O parlamentar também acusou o prefeito de utilizar “sofismas” ao afirmar que não promoveu aumento de impostos. De acordo com ele, embora não tenha havido alteração nas alíquotas, a atualização da planta genérica elevou, sim, o valor venal dos imóveis e resultou em cobranças 20% maiores de IPTU. Para Monteiro, o reajuste é inequívoco e foi sentido diretamente pelo contribuinte.
Chris Cavalcante/Da Redação







