O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, apresentou, nesta terça-feira (9), atestado de uma médica psiquiatra solicitando afastamento por 90 dias.
A assessoria do STJ afirmou que só deve se manifestar após a reunião extra convocada para a manhã desta terça-feira. A sessão deve tratar sobre as denúncias de importunação sexual feitas contra Buzzi, que nega as acusações.
Nesta segunda-feira, o ministro enviou aos demais colegas uma carta em que nega as denúncias.
“Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência”, afirma Buzzi.
Buzzi está sendo investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Uma nova denúncia foi feita ao Conselho Nacional de Justiça nesta segunda-feira (9). A mulher já prestou depoimento à Corregedoria do CNJ.
No último dia 5, o ministro já havia apresentado um atestado. À época, Buzzi estava internado e sem previsão de alta. Interlocutores afirmam que o ministro colocou um marca-passo recentemente.
A jovem registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.
O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.
Em nota, o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.
Já a defesa da mulher diz aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.
O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.
G1







