Karine de Arruda/Da Redação
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (11), em Campo Verde (a 129km de Cuiabá), a primeira fase da Operação Anjo Free, que tem como objetivo combater o armazenamento e o compartilhamento de imagens e vídeos com conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ação cumpre um mandado de busca e apreensão expedido pela 7ª Vara Federal de Mato Grosso, com o objetivo de reunir provas e aprofundar a investigação contra o suspeito, que estaria envolvido em uma rede virtual de pornografia infantil.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início a partir do monitoramento de ambientes digitais utilizados para a disseminação de conteúdos ilegais. O alvo da operação teria compartilhado, em um canal público na internet, arquivos contendo cenas de abuso sexual infantil. O grupo contava com a participação de quase dois mil usuários de diversas partes do mundo, incluindo brasileiros e estrangeiros.
Ainda segundo os investigadores, o canal era de livre acesso, o que agravava o alcance do material criminoso. A prática de divulgação em massa desse tipo de conteúdo representa não apenas um crime gravíssimo, mas também a revitimização contínua das crianças envolvidas nas imagens, que permanecem expostas mesmo após os abusos.
Durante o cumprimento do mandado, equipamentos eletrônicos como computadores, celulares, HDs e mídias removíveis foram apreendidos e serão submetidos à perícia para identificação de novos elementos que possam indicar a extensão da atuação do suspeito e possíveis conexões com outras pessoas envolvidas.
A operação faz parte de um esforço nacional da Polícia Federal para o enfrentamento aos crimes de abuso e exploração sexual infantil na internet, que vêm crescendo com o aumento do uso de redes digitais e aplicativos de mensagens.
O nome da operação, Anjo Free, faz referência à tentativa de “libertar” simbolicamente as vítimas desse tipo de crime, cujas imagens permanecem circulando ilegalmente por anos após os abusos.
O caso segue sob investigação e, até o momento, o nome do suspeito não foi divulgado.







