A Justiça acatou a manifestação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), apresentada pelo promotor de Justiça Alysson Antonio de Siqueira Godoy em audiências de custódia realizadas no domingo (03), e converteu as prisões em flagrante em preventivas para seis réus envolvidos no assalto a uma cooperativa em Brasnorte (571 km de Cuiabá), ocorrido na quinta-feira (31.07).
“Observamos que a dinâmica do crime revelou alto grau de periculosidade social, logística sofisticada, emprego de violência armada, subtração de valores elevados e uso de reféns como escudo. Por isso, a conversão das prisões em preventivas foi necessária”, destacou o promotor de Justiça.
Ao acatar o pedido do MPMT, a Justiça considerou haver provas de materialidade e indícios suficientes de autoria, comprovados por boletim de ocorrência, depoimentos dos condutores e testemunhas, interrogatório policial dos demais envolvidos, relatório de investigação e outros documentos do processo.
Os réus foram autuados, em concurso de agentes, por roubo majorado, associação criminosa armada e sequestro. A Justiça considerou as condutas graves, com alto grau de periculosidade e organização, justificando a prisão preventiva com base na garantia da ordem pública e aplicação da lei penal (art. 312, caput, CPP).
O ataque
A ação criminosa ocorreu na tarde de quinta-feira (31), quando quatro homens armados invadiram uma agência do Sicredi em Brasnorte e fugiram levando dois reféns, após serem surpreendidos pela Polícia Militar. Durante a perseguição, os reféns foram libertados nas proximidades da cidade de Juína, e os suspeitos se esconderam em uma área de mata fechada.
A caçada
As buscas mobilizaram um efetivo massivo das forças estaduais, com uso de helicópteros, bloqueios em estradas e apoio de unidades especializadas da Polícia Civil e Militar. As diligências se estenderam por dois dias até que a quadrilha foi localizada em Vilhena, Rondônia.
Os criminosos devem ser recambiados para Mato Grosso, onde responderão por crimes como roubo, sequestro e formação de quadrilha.
Karine de Arruda/Da Redação







