Parabéns para aquele que zela pela boa convivência

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Parabéns para aquele que zela pela boa convivência

Em 30 de novembro é comemorado o Dia do Síndico.

A função, que já enfrentou muito preconceito, hoje parece finalmente estar alcançando os tão sonhados dias de glória.

Com a crescente profissionalização, aquele que antes era comumente visto como o chato do condomínio agora ocupa lugar de destaque na gestão do bem material mais valioso de uma pessoa: seu imóvel.

Ao síndico é confiada a missão de cuidar do bem estar de uma comunidade inteira. Esse grupo pode abranger 20 famílias ou mais de 200, caso dos grandes condomínios que vimos nascer de alguns anos para cá.

 

 

Para fazer tudo caminhar na mais perfeita harmonia é preciso ter jogo de cintura e conhecimento nas mais diversas áreas: jurídica, contábil e manutenção. Definitivamente não é para qualquer um.

O perfil do síndico vem mudando aos poucos, como explica Reginaldo da Silva, presidente da Abrascond (Associação Brasileira de Síndicos Profissionais de Condomínios).

“Continuamos a ter um número maior de síndicos do que de síndicas, apesar de haver um aumento significativo das mulheres assumindo a gestão dos condomínios. Também observamos a chegada de um público mais jovem, tendo a tecnologia como grande responsável.”

 

 

Algumas características são indispensáveis para quem deseja ser um bom síndico.

“São itens essenciais ser ficha limpa, ter referências profissionais e pessoais comprovadas, administrar o condomínio como uma empresa, ser certificado através de cursos especializados, ser focado no orçamento e na redução de custos e, principalmente, na valorização do patrimônio e ter total conhecimento da legislação que rege o condomínio, o que engloba o Código Civil, a convenção e o regulamento interno”, lista Marcos Druzilli, vice presidente da Assosíndicos.

O presidente da Conasi (Confederação Nacional dos Síndicos), Sérgio Craveiro, destaca que o mercado tem requisitado cada vez mais o síndico profissional, ou seja, aquele que, em tese, está mais preparado para as demandas dos condôminos, mais exigentes com o passar do tempo. “Os proprietários dos imóveis compram sossego, e não imóveis. É isso que a construtora vende. Portanto, a procura pelo síndico profissional especialista, com educação continuada e antenado às mudanças em normas e leis, é importante.”

 

 

“Por incrível que pareça, ainda tem muita gente que não sabe o papel do síndico profissional. Na verdade, as pessoas acham que estão contratando um funcionário, um empregado, e não é nada disso. Elas estão elegendo um cargo de confiança. Eu acredito que o principal desafio hoje é fazer com que as pessoas entendam a função”, afirma Dostoiévscki Vieira Silbonne, fundador do Instituto Pró-Síndico e presidente do Iccond (Instituto Cidades e Condomínios).

 

 

Profissional ou não, os desafios da carreira são diversos, como aponta Druzilli.

“É preciso que o síndico goste de pessoas e animais, promova uma gestão totalmente transparente, seja pacificador de problemas entre moradores, tenha a paciência como palavra-chave, uma boa comunicação com os condôminos e estabeleça um bom relacionamento com os fornecedores”, diz.

 

 

Regulamentação gera debate – A profissão de síndico ainda não é regulamentada. Projeto de Lei 348/2018, de autoria do senador Hélio José (PROS-DF), está em análise junto à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania para alcançar tal objetivo.

Dentre o que propõe, está a exigência de uma habilitação profissional certificada pelo Conselho Regional de Administração caso ele não seja morador do condomínio.

Debate também sobre competências, renúncia, dever de prestação de contas, uso de procurações em assembleias e destituição. O assunto, contudo, é polêmico e divide opiniões. Se por um lado alguns aguardam ansiosamente pela aprovação, outros veem o tema com ressalvas.

 

O representante da Assosíndicos é um dos que se põe a favor do projeto. “Só tem a melhorar a qualidade do serviço, além ser uma nova profissão qualificada.”

O presidente da Conasi, porém, cita pontos a serem melhorados. Ele, inclusive, é autor de um anteprojeto, protocolado em 2015.

“Eu sou favor da regulamentação, mas não da forma como foi colocada. Está faltando detalhar um pouco mais as atividades e atribuições do síndico dentro do condomínio.”

“Enquanto os que se dizem expert no assunto ou aqueles que só querem tirar proveito de alguma coisa tiverem à frente dessa questão, vamos estar à mercê de um pequeno grupo de pessoas mal intencionadas. Muito se fala em regulamentação da profissão, mas em nenhum momento foram convidados para a discussão síndicos que atuam nesse mercado. Pelo contrário: os que encabeçam esse debate são pessoas que querem simplesmente fazer reservas de mercado”, critica o líder da Abrascond.

O fundador do Pró-Síndico, por sua vez, destaca que muitas profissões estão caminhando para serem justamente desregulamentadas.

O contrário, então, representaria retrocesso. “Já acabaram com a obrigatoriedade dos sindicatos como um todo e estão querendo extinguir os conselhos. Para que nosso mercado de condomínios, que tem um potencial grande, vai cair nas mãos de pessoas que vão querer de alguma forma enriquecer e atuar na liderança de forma política?”

 

Fonte: Revista Área Comum

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