Oito pessoas foram presas em Santa Catarina por descumprir isolamento social

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Oito pessoas foram presas em Santa Catarina por descumprir isolamento social
Medida de isolamento social deixou o Centro de Florianópolis vazio – Foto: Anderson Coelho/ND

O descumprimento da medida de isolamento social, imposta pelo governo do Estado, pode levar à prisão e ao pagamento de multas. A medida, que chega que chega ao oitavo dia nesta quarta-feira (25), já registrou 1077 ocorrências e oito prisões.

Os números são de todo o Estado de Santa Catarina e apresentam ainda 128 termos circunstanciados assinados desde que o isolamento foi estabelecido.

A Polícia Militar e Guarda Municipal tem atuado para prevenir aglomerações e descumprimentos do decreto em todas as regiões de Florianópolis.

Segundo a PM, o descumprimento da medida de aglomeração fere o artigo 268 do Código penal. Ele considera crime infringir uma determinação do poder público, destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa.

 

 

A abordagem às pessoas é primeiro feita com forma de orientação afirma o subcomandante da Guarda Municipal Ricardo Pastrana. “A gente explica a situação e pede para a pessoa voltar para a casa. Temos atuado em praças, parques e praias”, diz.

A orientação pode evoluir para a assinatura de um termo circunstanciado e em casos de maior resistência a pessoa pode ser enquadrada no crime de desobediência. Este pode resultar em prisão de até seis meses e pagamento de multa.

 

 

Florianópolis tem quarta-feira de movimento tranquilo

Florianópolis viveu uma quarta-feira (25) de movimento tranquilo. Mesmo com o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pedindo o fim do isolamento, as ruas da Capital continuaram vazias.

Não há na cidade um toque de recolher ou proibição de circulação, mas, a recomendação de isolamento social. Desde que foi anunciada no dia 17 de março pelo governador Carlos Moisés (PSL), a medida deixou vazios pontos turísticos como a Ponte Hercílio Luz e a praça 15 de Novembro.

Na ruas do Centro poucos trabalhadores são vistos. Entre eles, Kelli Augustinha, gari da Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital).

Em meio ao cansaço do serviço braçal, a mulher fez um apelo. “Peço por favor, que os idosos não saiam de casa, fiquem o tempo que for necessário. Nós estamos na rua fazendo esse trabalho por eles”, diz Kelli.

Oito pessoas foram presas em Santa Catarina por descumprir isolamento social
Kelli é uma das poucas pessoas que estavam no Centro da Capital nesta quarta-feira (25) – Foto: Anderson Coelho/ND

Apenas comércios essenciais como mercados e farmácias não têm restrição de funcionamento. Contudo, muito deles tiveram modificações nos horários de atendimento e adotaram medidas de segurança para impedir o contágio dentro dos estabelecimentos.

A circulação de ônibus interestadual, intermunicipal e até mesmo de linhas que circulam dentro dos bairros da Capital foi suspensa. Válida por uma semana, a medida foi prorrogada nessa segunda-feira (23) por mais sete dias.

As ações da gestão municipal seguem as determinações do decreto estadual 525. O texto, que proíbe eventos públicos e privados, reuniões, cultos e aglomerações de pessoas, também foi prorrogado. Ele passa a ter validade até o dia 31 de março.

 

 

Presidente pede fim do isolamento

Em um pronunciamento transmitido na noite de terça-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro pediu o fim do “confinamento em massa”. Para Bolsonaro há histeria no tratamento do tema e os serviços e comércios devem “voltar a normalidade”.

Em Santa Catarina, mesmo antes da fala do presidente, a lista de serviços considerados essenciais foi ampliada. Foi autorizado, a partir de segunda-feira, o funcionamento de padarias, mercearias, açougues e peixarias.

Mesmo com a ampliação dos serviços, o governador Carlos Moisés defendeu a medida de isolamento. “A preservação da vida das pessoas é mais importante que tudo”, afirmou o governador em uma rede social na manhã desta quarta (25).

 

Fonte NDmais

 

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