Moradores de prédio voltam para casa depois de três semanas após explosão

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Moradores do prédio que explodiu em Curitiba começam a voltar pra casa

Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), da Prefeitura de Curitiba, liberou o acesso do 1° ao 5° andar. Explosão deixou uma criança morta e três feridos.

Os moradores do prédio onde houve uma explosão seguida de incêndio, em Curitiba, estão voltando aos poucos para os apartamentos neste sábado (20).

Uma criança morreu e outras três pessoas ficaram feridas. Desde o dia da explosão, que ocorreu no dia 29 de junho, o prédio estava interditado pelo município.

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A Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), da Prefeitura de Curitiba, liberou o acesso do 1° ao 5° andar. O último andar do prédio, a área externa localizada na lateral do edifício e uma área dos fundos do prédio, onde ficam duas vagas de estacionamento, continuam interditados.

  • Laudo aponta que não houve dano estrutural no prédio

No início da manhã, o síndico do prédio Agenor Zanatta explicou que os moradores são liberados a entrar nos apartamentos após uma vistoria na tubulação de gás. Uma empresa particular realiza essa avaliação.

A energia elétrica já tinha sido religada e o prédio fez reparos em portas e em algumas paredes.

“Nada como estar em casa novamente. O trabalho foi bem grande, trabalhamos dia e noite para voltarmos o mais rápido possível. Para que não haja nenhum susto, precisamos fazer esse teste. A vistoria é um pouco demorada porque é feita um apartamento por vez”, disse o síndico.

 

A vistoria ocorreu ao longo de toda a manhã. Conforme parecer da Cosedi, depois da finalização dos “serviços necessários” no 6º andar, o órgão deve ser novamente acionado para a realização de uma nova vistoria.

‘Nada como voltar para casa’

A moradora Lúcia Suchara comemorou a volta para casa. “Estou feliz. Nada como poder voltar para nossa casa. Mas a gente gosta do canto da gente, das coisas da gente”, afirmou. Ela contou que estava provisoriamente na casa de uma irmã.

Segundo a moradora Deonilda Zanata, havia muita sujeira e até vidros quebrados pelo prédio. “Aquele dia que a gente entrou com os bombeiros estava escuro e foi rapidinho. Não tinha noção do que realmente aconteceu, do tamanho do acontecimento”, disse.

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Investigação

No momento da explosão, um técnico fazia a impermeabilização de um sofá no apartamento, segundo a polícia. Ele está entre as três vítimas feridas.

A Polícia Civil investiga o caso. A principal suspeita do Corpo de Bombeiros é que os produtos inflamáveis usados na impermeabilização do sofá tenham causado a explosão.

Caio Santos, funcionário da empresa que fazia a impermeabilização, disse à polícia que avisou os donos do imóvel sobre os riscos que os produtos ofereciam no momento da aplicação. Ele afirmou que explicou a Raquel Lamb, dona do imóvel, que ela não poderia acionar o fogão.

Raquel também ficou ferida após a explosão. Ela disse que não foi avisada sobre o perigo de explosão. Ela contou à polícia que a explosão aconteceu logo depois que ela acendeu o fogão a gás.

Gabriel Araújo, marido de Raquel, que também ficou ferido, disse à polícia que o técnico não solicitou que os moradores deixassem o imóvel, não perguntou quantas pessoas estavam no imóvel e também não informou sobre o perigo do acender alguma chama ou acionar um interruptor.

Moradores de prédio onde apartamento explodiu e pegou fogo voltam para casa em Curitiba — Foto: Reprodução/RPC

Estado de saúde dos feridos

Conforme o Hospital Evangélico Mackenzie, o funcionário que realizava o serviço de impermeabilização no sofá, Caio Santos, está internado em um quarto. O estado de saúde dele é estável. Caio teve 65% do corpo queimado e deve receber alta na semana que vem.

Mateus, de 11 anos, morreu depois da explosão; Raquel e Gabriel estão internados em hospital de Curitiba — Foto: Reprodução/Facebook

Também estão internados no hospital os donos do apartamento Raquel Lamb e Gabriel Araújo. Raquel teve 55% do corpo queimado e será submetida a enxerto na segunda-feira (22).

Gabriel queimou 30% do corpo e deve receber alta na semana que vem, ainda de acordo com o hospital. Todos os pacientes estão fazendo o uso de antibioticoterapia para de evitar infecções.

Fonte: G1

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