Moradores do condomínio que teve torres rachadas em Barueri receberão auxílio-moradia por três meses

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rachaduras em condomínio
Prédio cheio de rachaduras cede no Barueri e moradores têm que deixar os apartamentos

Os moradores do condomínio que teve torres rachadas em Barueri, na região metropolitana de São Paulo, receberão auxílio-mudança e auxílio-moradia da incorporadora. As informações são da síndica do Viva Mais Barueri neste domingo (2).

prédio cedeu e teve as paredes e o chão rachados no sábado (23). Cerca 350 moradores tiveram que desocupar os apartamentos e foram para hotéis durante o final de semana.

Cada proprietário receberá um auxílio-mudança de R$ 800 e auxílio-moradia de R$ 2 mil por três meses inicialmente. Ainda de acordo com a síndica, será feita uma perícia e a incorporadora iniciará as investigações na segunda-feira (3) para apurar as causas das rachaduras no prédio.Os problemas começaram na madrugada de sábado (24) para domingo (25). Os moradores do condomínio Viva Mais Barueri, no Jardim Beval, contaram que ouviram o barulho do encanamento se rompendo, depois que o prédio cedeu.

A Defesa Civil vistoriou o local e pediu a remoção dos moradores. O prédio é novo, foi entregue há três anos. Em 2018, o problema das rachaduras foi relatado em um laudo assinado por um engenheiro.

O condomínio também já tinha registrado um boletim de ocorrência denunciando as rachaduras e ainda enviou uma notificação extrajudicial à construtora, mas nada foi feito.

A construtora afirmou, por meio de nota, que tem trabalhado com “foco na segurança e conforto desses moradores acima de qualquer outro interesse” e que ofereceu hospedagem a eles, entre outros pontos.

“A Itaquiti sempre realizou os ajustes necessário dentro da garantia da obra e refez por conta própria o serviço da junta de dilatação da Torre 6. Tal serviço possivelmente não seria necessário caso a devida manutenção tivesse sido feita pelo condomínio no prazo correto.

Foi constatada uma movimentação excepcional ao longo da junta de dilatação da Torre 6. O mesmo ocorreu em um trecho do estacionamento, que é uma estrutura à parte, sem interface direta com a estrutura da torre em questão. Não foram constatadas rachaduras nos apartamentos e/ou pilares que pudessem indicar risco estrutural. Ou seja, entendemos não haver indícios de riscos iminentes à segurança das pessoas nem da edificação.

A Itaquiti informou previamente o condomínio sobre a movimentação do solo que se apresentava e sobre a possível causa estar na obra em andamento no terreno lindeiro à Torre 06.

Análises preliminares realizadas por engenheiros contratados pela Itaquiti apontam inexistência de problemas estruturais e que a possível causa da rachadura na junta de dilatação seja movimentação atípica do solo.

Embora as vistorias técnicas não tenham sido concluídas, considerando o sistema construtivo utilizado, ressaltamos que não acreditamos haver colapso estrutural e que a movimentação não decorreu de vício construtivo.

A Itaquiti não tem conhecimento de qualquer Boletim de Ocorrência efetuado pelo Condomínio, relacionado a essa questão.

A Itaquiti por diversas vezes instou o condomínio, de forma verbal e também por escrito, a proceder às manutenções preventivas preconizadas no manual de uso e operação das áreas comuns do empreendimento e previstas na NBR 5674“, diz a nota.

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