Medidas de combate à dengue em condomínios ajudam a reduzir a proliferação do mosquito

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Eunice Batista e Adriana Patrícia realizam ações dentro do condomínio em que residem, como limpeza dos jarros e conscientização dos moradores ao redor, para a prevenção do mosquito da dengue(foto: Fernanda Barros/Especial Para O Povo)

Os casos de dengue tendem a aumentar com a chegada do período chuvoso porque é quando o Ceará apresenta condições de tempo mais propícias para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em água parada.  Cuidados da população com possíveis criadouros do agente causador, especialmente em condomínios, podem ajudar no combate da doença no Estado. Para isso, são necessárias ações conjuntas de síndicos e moradores.

O alerta é feito por Marcus Melo, presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Ceará (Adconce). “A principal medida de combate à dengue dentro de um condomínio é a inspeção periódica nas áreas comuns. O síndico ou o gestor não podem deixar de fazer essa inspeção. É preciso tampar caixas d’água e cisternas, ou qualquer reservatório de água que o condomínio possua. Também é fundamental não deixar água acumulada em locais como lajes e vasos de plantas”, pontua.

Além da inspeção nas áreas comuns de condomínios, realizada por síndicos ou gestores, é importante que cada morador também verifique possíveis focos do mosquito no interior de seus respectivos apartamentos.

O presidente da Adconce indica inspecionar vasos de plantas que possam acumular água em janelas ou varandas, além de manter ralos e lixeiras devidamente fechados, pois também podem ser locais de proliferação de outros mosquitos.

Quando constatados focos do Aedes aegypti, uma empresa de detetização pode ser acionada para realizar um fumacê, que consiste em uma fumaça com baixas doses de um agrotóxico, nas áreas comuns do condomínio. “Em seguida, deve ser solicitado à Regional onde o prédio está localizado uma visita de fiscais para constatar que o condomínio está livre de focos, pois eles são especialistas nisso”, aconselha o presidente da Adconce.

As estratégias de fumacê e de dedetização das áreas comuns também podem ser adotadas por síndicos ou gestores de condomínios algumas vezes por ano, principalmente em períodos de chuvas mais intensas.

A prefeitura de cada cidade providencia equipes de agentes ou um carro que emite uma “nuvem” de fumaça com baixas doses de um agrotóxico responsável por eliminar a maior parte dos mosquitos adultos presentes na região.

Eunice Batista Gomes por exemplo, era síndica no Edifício Village Porto Seguro, no bairro Meireles, em Fortaleza. Enquanto ainda atuava como síndica, até março do ano passado, ela realizava ações contra a dengue periodicamente, fato que não mudou atualmente apenas como moradora do local.

Hoje, ela atua com síndicos de outros locais, através do Conexão Sindico Brasil, para realizar trabalhos de conscientização sobre cuidados e convivência em condomínios.

“Neste período chuvoso, tenho a preocupação de fazer a vistoria no condomínio desde a laje ao térreo, observando algum ponto de acúmulo de água. Caso haja necessidade, providenciamos a limpeza e alguma obra que possibilite o escoamento da água”, explica Eunice. Ela também pontua que a maioria dos condôminos do local onde mora já têm o hábito de manter os cuidados necessários durante o ano para evitar acúmulo de água, de forma a combater à dengue.

Adriana Patrícia Cavalcante, moradora do mesmo condomínio de Eunice, também sempre se preocupa em combater os focos de dengue no local. “Eu sempre estou ali por baixo e procuro conversar com os moradores. Tenho cuidado aqui nas jardineiras e sempre que acontece algum vazamento, eu tomo conhecimento. Quando chove e acumula água em alguns pontos, a gente sempre se ajuda para escoar essa água. Aqui, a gente se ajuda e está sempre fiscalizando o que ocorre”, explica.

Além das precauções adotadas no interior do condomínio, a ex-síndica também conta que, junto com alguns outros vizinhos, tenta conscientizar moradores dos arredores sobre os cuidados necessários a fim de evitar a ploriferação do Aedes aegypti e até mesmo de outros mosquitos. “Também faço o trabalho de conscientização ao redor do condomínio com vizinhos para que não deixem recipientes jogados, para não acumular água”, exemplifica Eunice.

Casos de dengue no Ceará e na CapitalSindicolegal

A incidência de dengue no Estado no ano passado aumentou 52% em relação ao ano de 2020, resultando em 31.405 casos da doença entre os cearenses, segundo dados da Secretaria da Saúde (Sesa) do Ceará. Em Fortaleza, o número de casos também apresentou aumento de 74% em 2021 quando comparado a 2020, de acordo com dados do 4º Levantamento de índice Rápido Amostral para Aedes aegypti.

A Capital apresentou aumentos significativos nos números da doença desde 2019, quando saltou de 1.426 casos para 8.008 em 2020, representando uma crescente de 876%. No ano passado, o número em Fortaleza aumentou em 74%, quando foram registrados 13.926 casos. O aumento apresentado no Estado também é referente à zika e à chikungunya, arboviroses urbanas como a dengue.

 

Fonte: O Povo

 

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