O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou 8 réus envolvidos na Operação Ragnatela e absolveu outros seis.
A operação, deflagrada em 2024 pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) – compostas pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária e Gaeco – apurou um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa Comando Vermelho por meio de aquisições de casas noturnas, eventos e shows nacionais. Entre as casas noturnas adquiridas pelo grupo está o Dallas Bar.
Foram condenados:
Joadir Alves Gonçalves, o “Jogador” ou “Veio” – 12 anos e 10 meses de reclusão, além de 39 dias-multa
Joanilson de Lima Oliveira, o “Japão” – 5 anos, 06 meses e 15 dias de reclusão, além de 18 dias multas
Willian Aparecido da Costa Pereira, o “Gordão” – 14 anos, 1 mês e 05 dias de reclusão, além de 42 dias multa
Rodrigo de Souza Leal, o “Leal” – 10 anos e 09 meses de reclusão, além de 38 dias-multa
Kamilla Beretta Bertoni – 7 anos e 6 meses de reclusão, além de 24 dias-multa
Elzyo Jardel Xavier Pires, o “Jardel” – 10 anos e 02 meses de reclusão, além de 37 dias-multa
Agner Luiz Pereira de Oliveira, o “Agno” – 10 anos, 02 meses e 15 dias de reclusão, além de 30 (trinta) dias-multa
João Lennon Arruda de Souza – 3 anos e 06 meses de reclusão, além de 11 dias-multa
Foram absolvidos
Ana Cristina Brauna Freitas
Matheus Arajo Barbosa
Rafael Piaia Pael
Wilson Carlos da Costa
Lauriano Sai Gomes da Cruz
Clawilson Almeida Lacava
A Operação
Equipes da FICCO identificaram que criminosos participavam da gestão de casas noturnas em Cuiabá. Com o uso da estrutura, o grupo passou a realizar shows de cantores nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters.
As investigações apuraram que os investigados repassavam ordens para a não contratação de artistas de unidades da Federação com influência de outras organizações criminosas, sob pena de represálias deliberadas pela facção criminosa.
A quadrilha contava com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, que agiam sem observância da legislação de posturas e recebendo, em contrapartida, benefícios financeiros.
Durante as apurações, identificou-se também esquema para a introdução de celulares dentro de presídios; bem como, a transferência de lideranças da facção para estabelecimentos de menor rigor penitenciário, a fim de facilitar a comunicação com o grupo investigado que se encontrava em liberdade.
Chris Cavalcante/ Da Redação







