Inspeção Técnica Predial

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A ABNT define inspeção predial em duas normas técnicas, na NBR 5674, como a “avaliação do estado da edificação e de suas partes constituintes, realizada para orientar as atividades de manutenção.

E na NBR 15575-1, como a “verificação, através de metodologia técnica, das condições de uso e de manutenção preventiva e corretiva da edificação.”

Na prática, é o check-up do condomínio, uma avaliação com o objetivo de identificar o estado geral da edificação e de seus sistemas construtivos, observados os aspectos de desempenho, funcionalidade, vida útil, segurança, estado de conservação, manutenção, utilização e operação.

E inspeção predial poderá estar classificada de acordo com o nível pretendido e de sua finalidade.

Nível 1. Identificação das anomalias e falhas aparentes, elaborada por profissional habilitado.

Nível 2. Vistoria para a identificação de anomalias e falhas aparentes eventualmente identificadas com o auxílio de equipamentos e/ou aparelhos, bem como análises de documentos técnicos específicos, consoante à complexidade dos sistemas construtivos existentes. A inspeção predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em uma ou mais especialidades.

Nível 3. Equivalente aos parâmetros definidos para a inspeção de nível 2, acrescida de auditoria técnica conjunta ou isolada de aspectos técnicos, de uso ou de manutenção predial empregada no empreendimento, além de orientações para a melhoria e ajuste dos procedimentos existentes no plano de manutenção.

O check-up deve ser confiado a um profissional habilitado, com registro no órgão de classe. O processo se inicia normalmente pela análise da documentação relativa à edificação, plantas, memoriais descritivos, planos de manutenção, etc.

Se não ocorrer concomitantemente com a primeira, a próxima etapa é a entrevista com o síndico para saber de eventuais intervenções, reformas e o histórico perfil das manutenções praticadas.

Passa-se, então, em data combinada para que o zelador possa franquear o acesso a todos os locais dentro do condomínio, à vistoria propriamente dita, a partir da qual se elabora um laudo, sempre acompanhado de registros fotográficos, o relatório que aponta as anomalias encontradas, classificando-as segundo seu grau de urgência e respectivas recomendações técnicas, quando se indica medidas preventivas ou corretivas, a depender de cada caso.

Esse relatório serve de orientação ao síndico para o planejamento de serviços de manutenção ou correção de eventuais patologias encontradas.


Fonte: O Condomínio e Você – Orandyr Teixeira Luiz.

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