Individualização dos consumos

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Individualizar o consumo de água e gás, quando técnica e financeiramente viável, representa, de saída, tremenda justiça social –  quem consome mais, paga mais. No caso da água, depois da propalada crise hídrica, passa a ter outro significado.

Ajuda a diminuir o desperdício, reduz os gastos ordinários do condomínio e pode contribuir com a melhoria dos índices de inadimplência, pela redução no valor da cota.

Explicamos.

O condomínio A foi construído com a sistema de individualização implantado. Cada um dos oitenta apartamentos recebe sua conta individual e o condomínio recebe a conta que lhe cabe, exclusivamente do consumo da área comum. Menor valor da cota ordinária. O condomínio B, com os mesmos oitenta apartamentos não tem a individualização instalada, portanto, a conta de água, gasto ordinário típico, é rateado entre os condomínios na proporção estabelecida na convenção. Maior valor da cota ordinária.

 

 

Fácil de entender, certo?

A instalação em si não gera redução no consumo, automaticamente. Mas, possibilita a gestão do consumo, aliado ao fato de que cada condômino irá procurar gastar menos, pelo reflexo direto na sua própria conta, a tendência que se nota é de menor quantidade de água consumida por todos.

Tida como tecnicamente possível na grande maioria dos empreendimentos, mesmo que seja necessário o retrofit hidráulico, a individualização posterior permite ao síndico não se envolver com corte de fornecimento aos inadimplentes. Desde que executada pela própria concessionária, ou por empresa por ela autorizada, e que os medidores fiquem localizados na área comum, além da instalação das respectivas válvulas bloqueadas, a concessionária poderá interromper o fornecimento àquela unidade que não pagar sua conta mensal.

Outro argumento forte é que o hidrômetro individualizado facilita a detecção de vazamentos.

O desperdício praticado, mensurado em forma de despesa, induz ao consumo consciente.

Mesmo que seja às avessas, o resultado final que se observa é positivo, muito positivo.

Fonte: Práticas de Gestão Condominial – Orandyr Teixeira Luz (O condomínio & Você)

 

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