Imobiliária é multada em R$ 110 mil por construir condomínio de luxo em área de proteção ambiental

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O georreferenciamento em imagem de satélite aponta uma área de supressão de 6,5 hectares, incluindo 0,7 hectares em Área de Preservação Permanente.

Uma imobiliária foi multada pela Agência Estadual de Meio Ambiente após a constatação do início de construção de um condomínio residencial sem licenciamento ambiental e a supressão da vegetação nativa, que é Mata Atlântica, feita sem autorização.

A área fica nos limites da Unidade de Conservação Estadual, em Paudalho. Os autos de infração foram emitidos contra a empresa Viver Bem Imobiliária, nesta terça.

Somados, eles chegam a R$ 109.939,32. Também foi determinado o embargo imediato das obras.

Os crimes ambientais foram cometidos em área da Granja Piricirica, no km 17 de Aldeia.  O georreferenciamento em imagem de satélite aponta uma área de supressão de 6,5 hectares, incluindo 0,7 hectares em Área de Preservação Permanente (APP).

No momento da vistoria, foram constatadas a presença de oito trabalhadores atuando e a ocorrência de supressão de vegetação remanescente de Mata Atlântica em estágio inicial de regeneração, bem como rastros indicando o uso recente de trator para abertura do sistema viário do empreendimento.

Os agentes ambientais da unidade Florestal da CPRH – junto à gestora da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe  – constataram o corte de espécies de sucupira, murici, embaúba, pau-lacre, ingá, sambacuim, cajazeira, embiriba, macaíba e embira.

O primeiro auto de infração determinou a suspensão total das atividades (construção do condomínio sem licenciamento ambiental) e multa de R$ 32.939,32. Já o segundo, multa de R$ 77.000,00 e embargo de obra ou atividade devido à supressão de 6,5 de vegetação secundária do Bioma Mata Atlântica.

 

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

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