Imagens mostram motoboy que denunciou agressão em prédio na Barra batendo em porteiro

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O porteiro permanece internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, e precisou passar por uma cirurgia
O porteiro permanece internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, e precisou passar por uma cirurgia

Um vídeo do circuito interno do Condomínio Torre Ernest Hemingway, na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, onde Marcus Vinícius Gomes Corrêa denunciou que foi agredido na noite da segunda-feira, revela que o motoboy também agrediu o porteiro Jorge José Ferreira. Nas imagens, é possível ver o momento em que o porteiro entra na guarita e sai com um objeto na mão e chega a atingir o motoboy nas pernas. Em seguida, Côrrea pega o objeto e passa então a bater no porteiro, inclusive em sua cabeça, até que ele cai no chão e é socorrido por outro funcionário do condomínio.

 

 

Em nota, o advogado do Condomínio Torre Ernest Hemingway, Bernardo Villas Boas Palermo, afirma que o porteiro permanece internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, e precisou passar por uma cirurgia. Ele afirma ainda que o porteiro teria levado três socos do entregador durante uma discussão, e pegou o objeto – um guidão de bicicleta – para tentar se proteger. De acordo com informações do Miguel Couto, o estado de saúde dele é estável.

“Marcus Vinicius, por ter praticamente a metade da idade do Sr. Jorge, toma dele o guidão e desfere nele 7 golpes na direção da cabeça. A agressão só para quando o Sr. Jorge está caído no chão, ensanguentado, e aparece outro porteiro”, diz trecho da nota.

Na noite da segunda-feira, Marcus Vinícius Gomes Corrêa contou que, na hora de deixar o edifício, se confundiu e acabou usando a portaria social. Logo depois, segundo ele, um porteiro se aproximou e começou a agredi-lo. Ele publicou um vídeo em que aparece deitado, dizendo: “o cara não quer me soltar, estou imobilizado. O cara nem policial é. Quatro porteiros e um policial morador vieram me agredir”.

 

 

— Como você viu nas imagens, eu fui agredido por um porteiro porque saí pela portaria social. Eu subi, num prédio redondo, procurei a saída. Me perdi, porque cada elevador te leva a um andar. Aí na hora de sair, eu me perdi porque saí pela saída mais próxima. Aí ele veio me empurrando, dizendo que eu não poderia sair por ali, que eu era motoboy, que eu tinha que sair pelos fundos. Me humilhando, como se eu fosse uma escória, um resto, um lixo. Eu falei: “meu amigo, não é assim que se fala com as pessoas. Eu estou perdido. Não trabalho aqui, não moro aqui. Só quero sair” — contou ele.

De acordo com Marcus Vinícius, o comportamento do porteiro foi arrogante. O motoboy relatou que, após dizer que sairia pela portaria social porque já se encontrava no local, começaram as agressões físicas:

— Pegou uma barra de ferro e começou a me acertar nos braços, na cabeça, no rosto. E dali a pouco juntaram todos os porteiros para me agredir. Quatro homens me agredindo. Eu caído no chão e eles me chutando.

 

 

Ele disse que, logo em seguida, chegou um morador que se apresentou como policial.

— Um morador viu a situação e desceu, completamente descontrolado. Ele, que se diz policial, começou a me agredir também, dizendo que ia me matar, que ia me dar um tiro. Eu caído no chão e eles me batendo. Eu falei: “não precisa disso, eu só queria sair. Eu fiz a entrega e quero sair do prédio“. E ele mandando eu calar a boca, que ia me dar um tiro, me sufocando. Me deram um mata-leão que eu quase perdi os sentidos. Estava sendo torturado psicologicamente e caído no chão, sendo agredido por cinco homens descontrolados. Eu achei que fosse morrer — relatou Marcus Vinícius, afirmando que está com dores no corpo.

Nas imagens é possível ver dois funcionários do prédio chegando, mas não mostra o momento que eles teriam supostamente imobilizado o entregador.

Fonte: Extra

 

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