Faxineiro é agredido por morador em condomínio de Niterói, RJ; veja imagens

0
409
Faxineiro é agredido por morador em condomínio de Niterói, RJ; veja imagens
Rodrigo de Souza, de 35 nos, levou uma sequência de socos de morador após avisar filho do agressor de que banheiro do playground estava fechado.Morador disse nunca houve proibição de uso do banheiro e que foi xingado e ofendido pelo faxineiro.

O faxineiro Rodrigo de Souza, de 35 anos, foi agredido a socos por um morador do Edifício Modigliani, localizado no Centro de Niterói, Região Metropolitana do Rio. O morador é o comerciante Paulo Afonso, que relatou ter sido xingado e ofendido pelo faxineiro.

Segundo Rodrigo, a agressão, ocorrida no dia 9 de maio, aconteceu apenas por um aviso que deu ao filho do morador.

“Os problemas começaram em 1 de maio. Naquele dia, avisei o filho do morador que me agrediu que o banheiro do playground estava fechado – funcionaria apenas para eventos e reuniões. Já o da garagem estava aberto o tempo todo e poderia ser usado.

Foi só isso que eu disse para o filho dele, nada mais. O rapaz entendeu, mas por algum motivo o pai ficou irritado e passou a me destratar e ofender a partir daquele mesmo dia”.

Oito dias depois, na portaria do edifício, as ofensas subiram de tom e o morador agrediu Rodrigo com uma sequência de socos. Nas imagens, é possível ver que o faxineiro não reage – apenas levanta as mãos para evitar que os golpes atinjam o seu rosto.

Mas os problemas do faxineiro não acabaram ali:

“Dias depois, sem nenhuma explicação, o condomínio me demitiu. Faltava cerca de uma semana para completar um ano de trabalho no prédio. Fui agredido e ainda acabei sem meu emprego”, disse Rodrigo, que é morador de São Gonçalo e nesta terça-feira (19) começou a trabalhar em outro edifício de Niterói.

O caso foi registrado na 76ª DP (Niterói). Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar o fato. Testemunhas serão ouvidas e as diligências estão sendo feitas, com a investigação está em andamento.

“O agressor só chegou às vias de fato com a vítima porque os responsáveis pela administração do condomínio não tomaram nenhuma medida para o proteger.

Assim, valendo-se dos inúmeros privilégios que detinha, o agressor se sentiu legitimado para dominar aquele que se encontrava em situação de maior vulnerabilidade, na labuta batalhando pelo pão de cada dia, em uma posição de classe social menos favorecida.

E se não bastasse ser agredido, humilhado e constantemente aviltado, a vítima ainda perdeu o seu emprego”, disse a advogada de Rodrigo, Nathalya Royer.

O faxineiro vai entrar com processo trabalhista contra a JPS Administração de Condomínios e Contabilidade, responsável pela administração do condomínio, e também contra o próprio Condomínio Modigliani. Também moverá processos cível e criminal contra o agressor.

O que diz o morador

“Começamos a ter problemas desde quando ele passou a trabalhar no prédio e a esconder o controle remoto da entrada da garagem. Com o tempo, ele ficou cada vez mais agressivo comigo, não sei por quê.

Chegou a xingar a mim e a minha mãe, que tem uma série de problemas de saúde”, disse o comerciante Paulo Afonso, morador que desferiu os golpes em Rodrigo.

“Essa versão que ele contou para o meu filho, de que não poderia usar o banheiro do play, não é verdadeira. Nunca houve essa proibição. Naquela noite, eu estava entrando no elevador quando ele voltou a me xingar e a me ofender.

Depois, começou a me chamar para a briga. Com tudo aquilo acumulado dentro de mim, eu tive uma reação de momento e explodi. Moro no prédio há 40 anos, nunca briguei com ninguém. Mas ali eu não consegui me conter”.

Ao entrar em contato com a JPS Administração de Condomínios e Contabilidade. Em resposta, a empresa enviou uma nota:

“O contrato de prestação de serviço entre o condomínio e a JPS é para contabilização e emissão de boletos, portanto, não temos gerência alguma sobre os funcionários de nossos clientes.

De toda forma, informamos que a dispensa do funcionário em questão foi solicitada pela gestão interna por motivos alheios ao caso em tela. O fato narrado, ocorrido entre o funcionário e um condômino, está sendo resolvido na esfera judicial, para que tudo seja esclarecido da melhor forma”.

Fonte:G1(Rio de Janeiro)
Leia mais Notícias clicando aqui!

 

LEIA TAMBÉM

INSCREVA-SE NA TV SÍNDICO LEGAL CLICANDO AQUI!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here