Famílias esperam por entrega de apartamentos que compraram há dez anos em Lauro de Freitas.

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Famílias esperam por entrega de apartamentos que compraram há dez anos em Lauro de Freitas.
Obra foi parada várias vezes até ser abandonada pelas construtoras. Imagens aéreas mostram que área do condomínio está tomada por mato.

Mais de 300 famílias estão há mais de 10 anos esperando para receber as chaves dos apartamentos que compraram em um condomínio no bairro de Buraquinho, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador.

Imagens aéreas mostram que a área em do condomínio está tomada de mato. Local ainda pode servir de local para o acúmulo de lixo e proliferação de insetos, como mosquito da dengue.

Durante todos esses anos, a obra foi parada várias vezes até ser abandonada pelas construtoras. Há 12 anos, essas famílias fecharam o negócio com imóvel na planta. O projeto era de duas empresas que começaram a erguer os prédios e também a brigar por dinheiro

No meio da confusão, uma das empresas faliu e a outra abandonou a obra quatro anos depois do prazo da entrega. Hoje, o condomínio é uma construção inacabada e 360 famílias esperam uma solução. “A situação é essa, estamos na expectativa, na angústia”, disse o servidor público Emanuel Reis.

A Caixa Econômica Federal, que financiava a obra, deveria colocar outra construtora para continuar os trabalhos em 30 dias, como estava no contrato. A aposentada Maria José Araújo pagou o apartamento à vista e, hoje em dia, mora de favor com a mãe.

“Eu não tenho de onde tirar para reaver esse dinheiro. Tudo o que eu tinha foi investido para juntar e pagar esse imóvel. É um descaso que a Caixa Econômica tem com a gente”, contou Maria José.

“Eu adquiri esse apartamento em 2008. A previsão de entrega era 2011, eu ia me casar, então a previsão era que a gente já morasse no apartamento. Hoje, a obra está inacabada, tenho dois filhos, um com quatro anos e outro com um ano. Estou morando na casa emprestada de meu sogro”, relatou o engenheiro Juliano Pedroso.

O empresário Marcelo Pontes contou que, em junho, uma empresa que se apresentou para fazer a obra, mas foi rejeitada pela Caixa Econômica.

“A Caixa não retrata exatamente qual é o cenário, quanto foi proposto e quanto a Caixa tem disponível.. Quanto que a seguradora, que foi contratada para garantir o término de obra, tem disponível para conclusão. Nós estamos vendo 10 anos de obra parada, nosso patrimônio degradado”, disse Marcelo.

Em nota, a Caixa informou que atuou como agente financeiro na construção do empreendimento, mas que cabe a MFP Construtora a responsabilidade pela conclusão. Diante da paralisação das obras, em 2017, o banco iniciou o processo junto a seguradora, que foi deferido em 2019.

A Caixa esclareceu, ainda, que buscou, reiterada vezes, a intermediação da solução com a seguradora, tendo uma nova reunião agendada para o dia 21 de julho deste ano.

Além disso, o banco informou que a Associação dos Compradores tem sido atualizada em reuniões periódicas, e a construtora MFP e sócios estão impedidos de operar em novos projetos com a Caixa.

Fonte:G1(Bahia)
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