Famílias de condomínio de alto padrão de Mogi ajudam moradores de bairro carente vizinho

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Famílias de condomínio de alto padrão de Mogi ajudam moradores de bairro carente vizinho

Moradores de um condomínio de alto padrão de Mogi das Cruzes decidiram ajudar os vizinhos de um bairro carente, que ficaram sem renda durante a pandemia. Eles montaram cestas bascas com produtos essenciais.

O microempresário Cristiano Pereira Marques foi um dos doadores. Ele também viu o faturamento de seu negócio cair, mas ainda assim montou três cestas básicas para ajudar quem precisa ainda mais.

“Não está bom para gente que tem alguma coisa para poder se sustentar. Imagina para aqueles que não têm. Se todo mundo fizer um pouco, o pouco que seja para ajudar as pessoas lá fora, vai ser mais gratificante”, diz.

Ele recebeu o convite para ajudar pessoas que tão passando por dificuldades nesse momento. Paulo Boccuzzi é o coordenador do projeto e teve a ideia depois de conversar com funcionários que trabalham no condomínio.

“A gente chamou esse projeto de conexão Aruã Piatã porque são bairros vizinhos, são bairros irmãos, e muitos prestadores de serviço do Aruã são do Piatã e conversando com algumas pessoas aqui dentro do condomínio mesmo, a gente ouviu relatos da dificuldade que essas famílias estão passando”, conta.

Adrianny Verçosa ficou responsável por divulgar a campanha pelo condomínio. Ela conseguiu arrecadar muita coisa.

“Teve cesta que veio com carne, azeite, danoninho de chocolate. Em muitas delas tem pasta de dente, água sanitária, detergente, sabonete. Teve uma gama imensa e pensaram também nas crianças, muito biscoito. Então eu acho que você atinge o coração de uma mãe”, conta.

No condomínio moram 1,6 mil famílias. A meta inicial era de que pelo menos 10 abraçassem essa ideia. Só que o projeto foi tão compartilhado que essa corrente do bem cresceu e são pelo menos 60 famílias que estão mandando essa ajuda em forma de alimento.

Além disso, também escreveram uma carta. Como eles não se conhecem, ainda estão se apresentando e desejando que todo mundo consiga passar por esse momento que está sendo difícil para todos.

São só três quilômetros que separam os dois bairros.Uma das famílias que buscavam ajuda é a do Rubesvaldo da Silva Pereira. Hoje ele trabalha como auxiliar numa fábrica da cidade, mas antes disso era ajudante de pedreiro no condomínio onde o projeto nasceu. Mas entre um emprego e outro, ficou quase um mês parado.

“Apertou, várias contas para pagar também. As contas, começando a atrasar, uma em cima da outra. Comprar só o básico, nós estávamos comprando picadinho. Aí quando posso, dou uma força para minha mãe, porque minha mãe está sem trabalhar também”, diz.

As doações vão durar três meses. Até junho, o Rubesvaldo vai poder ficar tranquilo com o que vai por na mesa para família, que está para crescer. A valentina deve nascer daqui dois meses e a esperança é que essa pandemia toda já tenha passado.

“Nós imaginamos que essa pandemia serve para que a gente evolua quanto seres humanos. Então essa oportunidade que nós temos de ajudar o próximo e com isso fazer uma diferença para a vida dessas pessoas que precisam mais”, diz o organizador da ação.

Fonte:G1

 

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