Fachada é o “cartão de apresentação” do prédio

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Gabriel Fraga I Foto: Shirley Stolze I Ag. A Tarde

As fachadas são, literalmente, a cara dos prédios, responsáveis por gerar a primeira imagem que as pessoas têm do lugar.

 

Os principais problemas que podem atingir essa parte tão importante dos edifícios são rachaduras, manchas, tintas descascadas, bolhas, infiltrações e muitos outros.

A NBR 5674:2011/2012, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), determina que o tempo entre as manutenções em edificações deve ser de pelo menos três anos.

Lembrando que “fachada” se trata de todas as faces externas de um prédio, não apenas sua entrada.

“Um dos riscos existentes é o de deslocamento do revestimento utilizado na execução da fachada, pois, se danificado, pode se desprender da edificação e atingir algum pedestre”, aponta a engenheira civil Stefanie Almeida, pós-graduanda em avaliações e perícias de engenharia.

A ação de eventos naturais, como a chuva, pode trazer ainda mais complicações para a situação desses edifícios, já que podem causar quedas de pastilhas ou pedaços de telha, por exemplo.

“À medida que uma fachada com danos é submetida a intempéries, sua resistência não será mais a mesma, tendendo a ter maiores danos”, reforça Stefanie.

“Caso aconteça um acidente, será feita uma perícia para avaliar de quem é a responsabilidade e quais as medidas legais que deverão ser tomadas”, explica Kelsor Fernandes, presidente do Sindicato da Habitação da Bahia (Secovi-BA).

 

“Mas o importante mesmo é que todos, desde o síndico, os demais moradores e até mesmo os funcionários do local, sempre estejam bastante atentos, para que problemas assim não ocorram”,

reflete.

 

Uma prioridade

Geralmente uma das grandes dificuldades dos síndicos é saber decidir quais as prioridades do prédio/condomínio, principalmente por conta da falta de consenso entre os desejos dos moradores.

Porém, quando se trata de fachada, a manutenção do prédio deve sempre ser colocada com uma das prioridades do local.

“A primeira coisa que o síndico tem que fazer é consultar um profissional. Em todos os prédios, quando eles são feitos e entregues, existe um arquiteto responsável pela fachada, então, se possível, seria interessante que o síndico consultasse essa pessoa, pois ela tem direito autoral sobre aquela edificação”, esclarece o síndico profissional Gilberto Marins.

Algo que também necessita de uma atenção especial são os materiais a serem empregados na fachada, que aparecem nos prédios de formas diversas, como pastilhas, pedras, concreto aparente e cerâmicas, cada um precisando de um tipo diferenciado de manutenção e limpeza.

 

 

“No momento que se decide fazer alguma alteração nessa fachada, é preciso verificar qual tipo de material ele vai empregar, que deve ser apropriado”, reforça Gilberto. “Então o síndico tem que contratar uma empresa especializada para que ela faça esse estudo do tipo de material e da sua qualidade, já que é algo que pode comprometer tanto a parte estética quanto a infraestrutura do prédio”, explica.

“A periodicidade desta manutenção também está relacionada ao material utilizado na execução desta fachada, pois cada um tem sua frequência de manutenção preventiva“, complementa Stefanie.

A limpeza também deve ser feita periodicamente, com uma programação bem definida desde o começo.

Existem terrenos que são mais avermelhados, que soltam mais poeira, então a limpeza destes prédios deve ser mais frequente, assim como em locais de regiões litorâneas, onde o salitre cria uma grande concentração de sujeira e pode deteriorar alguns tipos de material com mais facilidade.

 

Fonte: A tarde!

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